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Câmara quer preparar Mogi para a chegada de carros elétricos

Se depender do Legislativo, Mogi das Cruzes deve começar desde já a se preparar para a chegada dos carros elétricos na cidade. Para isso, a Câmara Municipal aprovou, durante a sessão desta terça-feira (5), o projeto de lei que determina a obrigatoriedade de instalações de estações de recarga de baterias de veículos elétricos em condomínios […]

Por O Diário
05/04/2022 18h27, Atualizado há 52 meses

Se depender do Legislativo, Mogi das Cruzes deve começar desde já a se preparar para a chegada dos carros elétricos na cidade. Para isso, a Câmara Municipal aprovou, durante a sessão desta terça-feira (5), o projeto de lei que determina a obrigatoriedade de instalações de estações de recarga de baterias de veículos elétricos em condomínios residenciais e comerciais do município.

A proposta é do presidente da Câmara, o vereador Marcos Furlan (PODE), que explica que a medida só vale para os novos estabelecimentos da cidade que serão instalados pelas construtoras a partir de agora a partir de agora. Se o projeto for promulgado pelo prefeito Caio Cunha, a nova legislação só entrará em vigos 12 meses após a data de sua publicação.

Segundo ele, é cada vez mais importante que as cidades estejam preparadas para os veículos  elétricos, considerando que esses automóveis causam menos impactos ao meio ambiente, são mais eficientes no consumo de energia e, consequentemente, mais sustentáveis e fundamentais para o cumprimento das metas mundiais de reduçã de emissão de carbono, destacou Furlan, durante a votação da matéria aprovada por unanimidade por seus pares, que também defendem a energia limpa, apesar de algumas observações feitas sobre os encargos financeiros que a medida deve gerar para os empreendimentos.

Está comprovado, como enfatiza o vereador, que o veículo elétrico reduz pelo menos 30% da emissão em uma matriz de alto carbono e 70% em caso de baixo carbono. Porém, afirma que “a transformação necessária para o futuro da mobilidade elétrica depende da estruturação nas cidades, o que significa possuírem pontos de recarga em alta escala – a exemplo do que são os postos de combustíveis atualmente”.

Furlan alega ainda na justificativa da propositura que o maior benefício neste caso é para os proprietários de veículos elétricos que podem ter seus próprios pontos de recargas em suas casas, o que seria similar a ter seu próprio posto de combustível.

A lei não se aplica a empreendimentos resultantes de programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos governamentais desde que comprovada a impossibilidade técnica ou econômica.

Alerta

Um dos fizeram ressalva sobre o projeto foi o vereador Otto Rezende (PSD) ao chamar atenção para as consequências financeiras para os munícipes. “O projeto de lei é interessante, mas fico preocupado na questão econômica para comércios e condomínios.Estamos impondo gastos e não sabemos se as pessoas vão ter condições financeiras para isso. Apesar disso, vou aprovar porque a  ideia é interessante”.

A vereadora Inês Paz também se pronunciou a respeito, apesar de defender a energia limpa. “Há preocupação com a questão financeira, mas.essa é uma tendência, porque cada dia mais o meio ambiente é depredado. Isso gera enchentes, inundações e outros desastres. É importante, sim, pensar em projetos que tragam esses temas à tona e pensar na Cidade que queremos para o futuro”, enfatizou.

   

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