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Mogi registra novo caso de meningite viral; são 29 neste ano

Mogi das Cruzes registrou nesta semana um caso de meningite viral, diferente da doença meningocócica do sorogrupo C, a mais frequente no país entre as meningites bacterianas, que levou ao surto na capital paulista. Neste ano, até o momento, a cidade teve 29 ocorrências da enfermidadade de tipos diversos, mas nenhum por meningococo. No mesmo […]

Por O Diário
18/10/2022 17h33, Atualizado há 46 meses

Mogi das Cruzes registrou nesta semana um caso de meningite viral, diferente da doença meningocócica do sorogrupo C, a mais frequente no país entre as meningites bacterianas, que levou ao surto na capital paulista. Neste ano, até o momento, a cidade teve 29 ocorrências da enfermidadade de tipos diversos, mas nenhum por meningococo. No mesmo período, houve duas mortes: uma por pneumococo e a segunda por outra etiologia não subtipada.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Zeno Morrone Júnior, em entrevista a O Diário, como por enquanto não há ocorrência de meningite bacteriana na cidade, o esquema de vacinação contra a enfermidade permanece normal em todos os postos de saúde da cidade, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas.

A pasta informa que a vacina continua disponível dentro da grade nacional e também na campanha de atualização de cadernetas em andamento para crianças e adolescentes de zero a 14 anos e 11 meses, conforme necessidade individual. É necessário comparecer a uma unidade de saúde mais próxima portando a caderneta de vacinação.

Mogi segue as determinações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo. Atualmente, a vacina de meningite está disponível para crianças e adolescentes dentro do calendário vacinal e também para profissionais de saúde.

Programa Nacional

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacina meningocócica C para crianças até 10 anos de idade não vacinadas e para trabalhadores da saúde. A vacina meningocócica ACWY (conjugada) está disponível no Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes de 11 e 12 anos, mas até junho de 2023, adolescentes de 13 e 14 anos de idade também poderão se vacinar. A ampliação tem como objetivo diminuir o número de portadores da bactéria em nasofaringe.

Segundo o Ministério da Saúde, a faixa etária com maior risco de adoecimento são as crianças menores de um ano de idade, no entanto, os adolescentes e adultos jovens são os principais responsáveis pela manutenção da circulação da doença

Meningite

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. As meningites virais e bacterianas são as de maior importância para a saúde pública, com potencial de produzir surtos.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, com casos esperados ao longo de todo o ano, ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. O registro de meningites bacterianas é mais comum no outono e inverno e das virais na primavera e verão. Doença grave e contagiosa, a meningite é capaz de provocar sequelas e até mesmo a morte.

Sete imunizantes são recomendados e estão disponíveis por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). São eles:

BCG – protege contra as formas graves da tuberculose, inclusive a meningite tuberculosa. Esquema vacinal: dose única (ao nascer);

Penta – protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. Esquema vacinal: 1ª dose aos 2 meses de idade; 2ª dose aos 4 meses de idade e 3ª dose aos 6 meses de idade;

Pneumocócica 10-valente (conjugada) – protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Esquema vacinal: 1ª dose aos 2 meses de idade; 2ª dose aos 4 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade;

Pneumocócica 23-valente (Polissacarídica) – protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Uma dose é suficiente para conferir proteção contra os sorotipos dos pneumococos contidos na vacina. É disponibilizada para toda a população indígena acima de 5 anos de idade, sem comprovação da vacina pneumocócica 10-valente (Conjugada). Para a população a partir de 60 anos de idade (institucionalizada), a revacinação é indicada uma única vez, devendo ser realizada 5 anos após a dose inicial;

Pneumocócica 13-valente (conjugada) – protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Essa vacina é disponibilizada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) para os seguintes grupos especiais: indivíduos ≥ 5 anos de idade, incluindo adultos nas condições de HIV/Aids, paciente oncológico, transplantados de órgãos sólidos e transplantados de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea);
Meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C. Esquema vacinal: 1ª dose aos 3 meses de idade; 2ª dose aos 5 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade;

Meningocócica ACWY (conjugada) – protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y. Esquema vacinal: uma dose em adolescentes de 11 e 12 de idade, a depender a situação vacinal.

Prevenção

Por ser uma doença que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos, para alguns há medidas de prevenção primária, como vacinas e quimioprofilaxia (uso de antibiótico), mas a principal forma de prevenção é a vacinação.

 

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