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Mogi registra queda de atendimentos a pacientes com síndrome respiratória

Neste mês, a procura por atendimento a pacientes com sintomas gripais e síndrome respiratória apresenta queda nas unidades da rede municipal de saúde de Mogi das Cruzes. A diminuição da demanda, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, possivelmente pode estar relacionada à imunização contra a Influenza e Covid-19.  Segundo a pasta, síndrome gripal e pneumonia […]

Por O Diário
25/08/2022 15h44, Atualizado há 48 meses

Neste mês, a procura por atendimento a pacientes com sintomas gripais e síndrome respiratória apresenta queda nas unidades da rede municipal de saúde de Mogi das Cruzes. A diminuição da demanda, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, possivelmente pode estar relacionada à imunização contra a Influenza e Covid-19. 

Segundo a pasta, síndrome gripal e pneumonia não são doenças de notificação compulsória (exceto quando há internação), por isso, há maior dificuldade no levantamento dos dados sobre pacientes atendidos nas unidades da rede municipal, com sintomas destas doenças.

No entanto, ainda de acordo com a secretária, neste ano, os picos de doenças respiratórias nas unidades de saúde e no Pró-Criança, em Mogi, ocorreram em dois momentos: no mês de janeiro e entre abril e maio.

Apenas no Pró-Criança, em julho, que foi considerado um mês com movimento tranquilo no local, a média de atendimento diário foi de 180 pacientes, sendo 80 deles com problemas respiratórios.

Já nos meses anteriores, a média diária era bem mais alta, com 345 atendimentos em abril e 280 em maio, sendo a grande maioria a pacientes com problemas do aparelho respiratório.

A atual diminuição da procura de atendimento por pacientes com sintomas gripais em Mogi segue a tendência nacional. Segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (25) pela Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, com dados até o último sábado (20), a curva de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) segue em queda no país e se aproxima do nível registrado em abril de 2022, quando esteve no menor patamar desde a disseminação da Covid-19 no Brasil, no primeiro semestre de 2020. 

O boletim também reforça que as doses de reforço da vacina continuam a produzir proteção adicional na população, especialmente, nos idosos. O estudo mostra que a incidência da SRAG causada pela Covid-19 na população não vacinada é de 17 casos por 100 mil habitantes entre quem tem 60 a 69 anos. Essa proporção cai para 13 casos para cada 100 mil habitantes entre quem se vacinou, mas não tomou doses de reforço, e chega a 7 casos por 100 mil entre quem tomou pelo menos a primeira dose de reforço. 

Prevenção

Como prevenção à gripe e demais doenças de transmissão respiratória, além da vacina, a Secretaria Municipal de Saúde orienta evitar grandes aglomerações, intensificar a lavagem e higienização das mãos e manter o uso de máscara quando estiver com sintomas respiratórios (tosse, espirros, etc).

Outras dicas são manter os ambientes sempre muito bem arejados, aumentar o consumo de água e reforçar hábitos saudáveis, com a ingestão de frutas e verduras. 

Atendimento

Em Mogi, as unidades de referência para atendimento a pacientes com sintomas gripais e problemas respiratórios são as UPAs Oropó, Rodeio e Jundiapeba; Pronto Atendimento 24 horas do Jardim Universo; e as Unidades Básicas Alto Ipiranga, Vila Suíssa e Jardim Camila – sendo que nestas unidades, este expediente é das 8 às 16 horas).

Para crianças menores de 12 anos, há também o Pró-Criança e o Pronto Atendimento 24 horas do Hospital Municipal, em Braz Cubas.

 

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