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Mogianos vão às ruas gritar “Fora Bolsonaro”

Próximo das 10 horas deste sábado (3), manifestantes começaram a chegar ao Largo do Rosário, em Mogi das Cruzes, para protestar contra o atual Governo Federal e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Aos poucos, o local foi sendo ocupado e cerca de 200 pessoas, participaram do ato, que seguiu pelas ruas do Centro. Entoando […]

Por O Diário
03/07/2021 14h41, Atualizado há 61 meses

Próximo das 10 horas deste sábado (3), manifestantes começaram a chegar ao Largo do Rosário, em Mogi das Cruzes, para protestar contra o atual Governo Federal e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Aos poucos, o local foi sendo ocupado e cerca de 200 pessoas, participaram do ato, que seguiu pelas ruas do Centro.

Entoando gritos como “fora Bolsonaro, governo genocida” e “vacina no braço, comida do prato”, pessoas de todas as idades e com diferentes bandeiras mostravam o seu descontentamento com a gestão do atual presidente. Os manifestantes se dizem confiante com um possível impeachment, mas ressaltam que é importante que os atos tenham cada vez mais adesão, para que o povo se engrandeça.

Um dos cartazes trazia a seguinte frase: “Se um povo protesta e marcha em meio a uma pandemia, é porque seu governo é mais perigoso que o vírus”. Durante o ato, os manifestantes usavam máscaras de proteção contra o novo coronavírus.

“A população não aguenta mais ficar sob a tutela desse presidente genocida. Então, há uma necessidade da população ir para as ruas para dar visibilidade ao que nós estamos vivenciando. É um desgoverno, não tem programação nenhuma. E agora, mais do que nunca, está demonstrando todas as manobras, as maracutaias, a suposta corrupção que estão aparecendo aí na CPI”, comentou a parlamentar Inês Paz (PSOL).

Inês acredita que a popularidade do presidente está caindo e diz que este é o momento de cobrar, denunciar e mobilizar a população para que, de fato, o impeachment aconteça. Caio Rodrigues Alves, 20 anos, e Victor Onishi, 20 anos, estavam na manifestação e concordam que o povo deve lutar.

“Por tudo o que ele fez eu acho que ele realmente merece sofrer o impeachment, mas pelo tanto que ele já emparelhou os órgãos públicos, não sei se isso pode vir a acontecer. Ainda assim, a gente não pode perder a esperança e tem que continuar na luta”, disse Victor.

“E manifestar é o que a gente pode fazer para tentar tirar o presidente do poder. Eu acho que ficar postando nas redes sociais até ajuda, dá para conscientizar o pessoal que ainda não sabe. Mas quem pode estar nas ruas, tem que vir”, completou Caio.

Professor e militante da esquerda, Ricardo Correia, 58 anos, explica que os atos são importantes porque são eles que colocam o povo na agenda do Brasil. Caso a população não mostre seus interesses e não vá para as ruas, o destino do país acaba sendo traçado e definido pela casta mais alta da política, sem que os políticos mais progressistas tenham voz e força.

“O impeachment é político. Se não entender isso, a gente pode se frustrar. Ele é político, porque se você tem 1/3 do congresso que é contra o impeachment, o impeachment não vai para frente. E aonde o Bolsonaro está, uma das pernas do Bolsonaro, é no centrão, que vai usar isso como moeda de troca. Eu entendo que, provavelmente, este ano não sai. Mas, quanto mais gente na rua, a agenda deles modifica. As ruas vão dizer se vai ter o impeachment ou não”, ressaltou Ricardo.

O aposentado Percival José Moreira, de 74 anos, diz ter medo do que pode acontecer no futuro do país. “Com quase 8 mil militares no Governo, nós já estamos vivendo uma ditadura. O que vem depois disso?”, questionou. Ainda assim, ele acredita que Bolsonaro cairá, mesmo que isso demore um tempo.

Marta Lemos de Lima, 69 anos e Isabela Cascão, 45 anos, também exaltaram a importância de ocupar as ruas e demonstrar a insatisfação com a atual gestão. “Existem várias vozes e a gente precisa se expressar contra esse governo que não tomou nenhuma medida contra as questões da pandemia e vem fazendo um desarme de toda a estrutura, tirando os poucos benefícios que as pessoas menos favorecidas têm”, afirmou Isabela.

Elas dizem ter esperança de que o impeachment vá acontecer, “porque o presidente já passou de todos os limites possíveis”, conclui Marta, que também destacou a importância de continuar protestando.

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