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Motoristas de ônibus de Mogi entram em “estado de greve” com apoio do Sindicato

Os motoristas de ônibus de Mogi das Cruzes ainda não entraram em greve, mas isso pode acontecer em breve. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Mogi e Região (SINDRODOV) está, neste momento, em “estado de greve”, e caso não haja conversas sobre o devido dissídio em breve, uma paralisação pode ser organizada. O Diário […]

Por O Diário
21/11/2022 17h22, Atualizado há 44 meses

Os motoristas de ônibus de Mogi das Cruzes ainda não entraram em greve, mas isso pode acontecer em breve. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Mogi e Região (SINDRODOV) está, neste momento, em “estado de greve”, e caso não haja conversas sobre o devido dissídio em breve, uma paralisação pode ser organizada.

O Diário tomou conhecimento sobre o caso após alguns pontos de ônibus registrarem grande movimento nesta segunda-feira (21). Mas em resposta ao questionamento feito pela reportagem, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana “esclarece que a informação não procede e que o sistema municipal de transporte coletivo segue atendendo normalmente os passageiros”.

No entanto, a Prefeitura de Mogi não citou o “estado de greve” já oficializado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Mogi e Região. Por telefone, Reginaldo Paccini, diretor de imprensa do órgão, explicou do que se trata.

“Estamos em uma data base nossa, que é novembro. E em outubro enviamos um protocolo com a pauta de reinvindicação aos patrões (empresas de ônibus, como CS Brasil, ATT Transporte e Princesa do Norte) e até agora não fomos respondidos. Tentamos várias ligações e contatos sem sucesso”, disse ele.

A preocupação, segundo Reginaldo, é que o fim do mês se aproxima, e sendo assim, o prazo para a aplicação do dissídio anual da categoria também. “Estamos falando do reajuste anual da inflação, o reajuste do vale alimentação, a renovação da cesta básica e de outros itens”.  

O atual estado então é um alerta, que acusa uma paralisação a qualquer momento. “A gente tem o mês de novembro para fechar acordo, mas como até agora não nos chamaram, estamos começando a mobilizar os trabalhadores. Se não houver avanço, aí sim vamos convocar uma assembleia para decretar a paralisação”.

E a notícia vem em uma semana em que o transporte público deve ter demanda aumentada, já que nesta quinta-feira (24) será a estreia do Brasil na Copa do Mundo e muita gente deve sair mais cedo do trabalho para acompanhar a partida.

O Sindicato responsável, porém, garante que nada será feito repentinamente. “A operação está normal. Simplesmente estamos mobilizando e avisando os usuários, com carros de som hoje no terminal Estudantes e amanhã no Terminal Central. Estamos cumprindo com nosso edital, e se houver greve isso será publicado em um jornal”.

Falando em jornal, no informe oficial do sindicato há um texto sobre este tema, que pode ser lido a seguir, na íntegra:

“A categoria está revoltada com a atitude egoísta dos empresários de ônibus, que estão fugindo das suas obrigações trabalhistas.

Mesmo após a direção do SINDRODOV Mogi já ter protocolado a data base, até agora não aconteceu nenhuma rodada de negociação e também não foi apresentada uma proposta salarial, o que mostra o desprezo dos patrões pelos interesses dos trabalhadores.

É preciso lembrar que, nos dois anos de pandemia da Covid-19, os companheiros motoristas fizeram a sua parte, transportando diariamente os passageiros. Em todos esses momentos difíceis, foram profissionais no comando do volante, apesar do alto risco de se contaminarem com a doença.

Infelizmente, esse sacrifício não tem sido reconhecido na hora de valorizar seus direitos.

O sindicato já se mostrou aberto ao diálogo, mas ao que parece a porta está fechada para uma negociação.

O presidente do SINDRODOV, Félix Barros, disse que providências serão tomadas e o patronal não vai gostar. ‘Ninguém suporta mais essa enrolação. Vamos atrás de justiça. Custe o que custar, o sindicato junto com a categoria vai buscar o que é de direito dos trabalhadores’.

Diante da má vontade dos patrões, a diretoria do sindicato está nas bases informando a real situação aos trabalhadores, que a campanha salarial entrou em sinal de alerta.

Na próxima semana, a categoria será convocada para uma assembleia, onde deverá aprovar o estado de greve. Isto quer dizer que sem proposta salarial, uma paralisação deverá acontecer a qualquer momento no sistema.

Para bom entendedor, o recado foi dado, depois não adianta chorar pelo leite derramado”.

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