Motoristas e cobradores de ônibus de SP entram em greve
Os motoristas de ônibus do transporte coletivo na capital paulista decidiram por entrar em greve, por tempo indeterminado, desde a 0 h dessa terça-feira (14). A decisão ocorreu após uma audiência de conciliação terminar sem acordo na tarde de desta terça (13) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Desde que a greve […]
14/06/2022 07h45, Atualizado há 50 meses
Os motoristas de ônibus do transporte coletivo na capital paulista decidiram por entrar em greve, por tempo indeterminado, desde a 0 h dessa terça-feira (14). A decisão ocorreu após uma audiência de conciliação terminar sem acordo na tarde de desta terça (13) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.
Desde que a greve teve início, alguns ônibus já ficaram parados e não saíram dos terminais. Durante a madrugada, 46 linhas do noturno operaram, de um total de 150 veículos. A SPTrans alegou que o sindicato não cumpriu com a determinação da Justiça, que afirmava que 80% da frota deveria ser mantida durante o horário de pico.
Por conta da paralisação, o rodízio de veículos foi suspenso em São Paulo. Os metrôs – que se tornam uma alternativa para quem não consegue pegar os ônibus – já sentem a interferência da greve, com vagões e estações ainda mais lotados e lentidão nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha.
Motivação
“A princípio o setor patronal insistiu em oferecer apenas 10% de reajuste e ainda de modo parcelado. Agora, ofereceram os 12,47%, mas apenas a partir de outubro [de 2022], o que é inadmissível”, destacou o presidente em exercício do sindicato, Valmir Santana da Paz, o Sorriso.
Entre outras reivindicações, os trabalhadores pedem aumento salarial baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que é de 12,47% (retroativo a maio) e a aplicação do mesmo valor no vale-refeição e na participação nos lucros e resultados. Também é reivindicado o fim da hora de almoço não remunerada.
De acordo com o TRT, em caso de greve, os trabalhadores devem obedecer à liminar emitida pelo tribunal determinando a garantia da circulação de 80% do efetivo durante horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h) e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, haverá multa diária de R$ 50 mil.