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Casal é preso em Guararema por suspeita de torturar funcionária

Um homem, de 38 anos, e uma mulher, de 21, foram presos na segunda-feira (10), em uma chácara de luxo em Guararema, por suspeita de torturar, agredir e manter em cárcere privado uma empregada doméstica. Ela teria sofrido as agressões após descobrir o suposto envolvimento dos patrões com o tráfico de drogas. Segundo a vítima […]

Por O Diário
12/10/2022 17h53, Atualizado há 46 meses

Um homem, de 38 anos, e uma mulher, de 21, foram presos na segunda-feira (10), em uma chácara de luxo em Guararema, por suspeita de torturar, agredir e manter em cárcere privado uma empregada doméstica. Ela teria sofrido as agressões após descobrir o suposto envolvimento dos patrões com o tráfico de drogas.

Segundo a vítima relatou à Polícia, os patrões seriam donos de um barco que foi apreendido com 1,2 tonelada de cocaína na cidade de Fortaleza, no Cais Pesqueiro do Mucuripe, no dia 20 de agosto. Ao descobrir essa informação, a vítima contou para o namorado e, por isso, sofreu retaliação por parte dos chefes.

A denúncia de que a mulher estava em cárcere privado em Guararema foi recebida no 4° Distrito Policial de Guarulhos. Os agentes se deslocaram até lá, mais especificamente no bairro Itapema. À paisana, os policiais chegaram ao endereço e encontraram o casal e a empregada doméstica.

Com a chegada dos policiais descaracterizados, a vítima chegou a se assustar e a ficar com medo, pensando que eles poderiam ser “mercenários” que a matariam. A Polícia acredita que ela poderia ser julgada “tribunal do crime”.

Ela trabalhava para o casal há sete meses, quando os conheceu por indicação de um amigo, em Natal. Eles ficaram por lá durante dois meses e, depois, os três se mudaram para Fortaleza. Foi quando o barco com 1,2 tonelada de droga foi apreendido e eles se mudaram novamente.

O celular utilizado pela empregada doméstica foi dado pela patroa, que sabia a senha. Sempre olhando o celular da mulher, a suspeita viu a conversa dela com o namorado e descobriu que ela teria repassado a informação. Na madrugada de segunda-feira, a patroa, então, tirou a funcionária do quarto pelos cabelos, dando tapas, socos e chutes. Enquanto isso, o patrão a ameaçava com uma faca.

O caso foi registrado como tortura, sequestro e cárcere privado no 4° Distrito Policial de Guarulhos. Os agressores foram encaminhados à carceragem do 1° Distrito Policial da cidade.

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