Coletora Pioneira toma medidas jurídicas sobre a Operação Ozymandias
Citada na Operação Ozymandias da Polícia Civil e do Ministério Público, a Pioneira Saneamento, que tem sede em Suzano, afirma que está tomando todas as todas as medidas jurídicas cabíveis para provar sua lisura no cumprimento do contrato e na interação com o Poder Público e seus representantes. Também esclarece, por meio de nota, que […]
03/12/2020 13h59, Atualizado há 68 meses
Citada na Operação Ozymandias da Polícia Civil e do Ministério Público, a Pioneira Saneamento, que tem sede em Suzano, afirma que está tomando todas as todas as medidas jurídicas cabíveis para provar sua lisura no cumprimento do contrato e na interação com o Poder Público e seus representantes.
Também esclarece, por meio de nota, que “ainda não teve acesso a todo material dos autos da investigação”
Essa operação foi desencadeada em novembro, quando a Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião cumpriu 19 mandados de busca e apreensão pela operação ‘Ozymandias’, em residências e empresas de “pessoas envolvidas em uma organização criminosa voltada a fraudes licitatórias”, entre outros crimes.
Foram cumpridos mandados nos municípios de Caraguatatuba, Natividade da Serra, Suzano, Mogi das Cruzes e Poá”.
Além da já citada fraude licitatória relacionada a prefeitura de Caraguatatuba, são apontados os crimes de “falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva”.
A suspeita é motivada por “documentos encaminhados pelo Ministério Público de Caraguatatuba”, que mostram “funcionários públicos e terceiros valendo-se de sua influência” para determinar a realização de “medições fraudulentas, inserindo a realização de serviços não executados a fim de que fossem aprovados pelos funcionários públicos responsáveis”.
Ainda segundo a Polícia, “havia a determinação do pagamento por tais serviços, situação esta que ocasionava em superfaturamento, pagamento ilegal por atividades não realizadas e consequente dano ao erário, com prejuízo à população”.
Para que fosse mantido o contrato administrativo de prestação de serviços, “a empresa beneficiada realizava pagamentos mensais de cerca de R$ 900 mil aos funcionários públicos, secretários municipais e terceiros envolvidos na empreitada criminosa”.
Segundo o boletim, a organização criminosa atuaria “pelo menos desde o ano de 2017, locupletando-se de forma ilícita de valores destinados ao custeio de serviços públicos”.
Com valor superior à R$ 17 milhões, a contratação para a prestação dos serviços públicos foi realizada no ano de 2017. De acordo com a Polícia, o valor elevado é creditado a “diversos termos aditivos”.