Estagiária que fingiu aplicar vacina é afastada; polícia abre inquérito
A estagiária de biomedicina Débora Batista de Assis, que teria fraudado a aplicação de vacinas contra a Covid-19 em Itaquaquecetuba, foi afastada pela Univeritas de Itaquá, universidade onde estuda, das funções de auxílio voluntário na campanha de imunização do município. A Polícia Civil de Itaquá informou que abriu um inquérito para investigar a conduta. Em vídeos que […]
18/05/2021 17h52, Atualizado há 60 meses
A estagiária de biomedicina Débora Batista de Assis, que teria fraudado a aplicação de vacinas contra a Covid-19 em Itaquaquecetuba, foi afastada pela Univeritas de Itaquá, universidade onde estuda, das funções de auxílio voluntário na campanha de imunização do município. A Polícia Civil de Itaquá informou que abriu um inquérito para investigar a conduta.
Em vídeos que ganharam as redes sociais, Débora fura o braço de idosos com a agulha, mas não injeta o imunizante.
Em comunicado enviado para O Diário na tarde desta terça-feira (18), a Univeritas informou ter agido imediatamente após tomar conhecimento do ocorrido, ao acrescentar que o fato está sendo apurado pelos órgãos competentes. Não divulgou, porém, se a aluna sofreria alguma penalidade em seu curso, apesar de ter sido questionada sobre isso. Também garantiu que “o fato está sendo apurado pelos órgãos competentes”.
“A Instituição está acompanhando junto à Prefeitura da Cidade e Secretaria de Saúde e está à disposição para auxiliar no que for necessário”, completou.
A Univeretas tem convênio com a Prefeitura de Itaquá para a imunização. Débora auxiliava na campanha de imunização da cidade como estagiária.
A reportagem entrou em contato com a Polícia para saber se houve novos desdobramentos sobre a investigação, mas não obteve retorno.
O caso
Na manhã desta terça-feira (18), o prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PP), registrou um boletim de ocorrência por conta de uma estagiária de biomedicina, Débora Batista de Assis, que estava fingindo aplicar as vacinas da Covid-19 no município. Familiares de idosas filmaram o momento em que a mulher dá a agulhada, mas não esvazia as seringas.
Por meio de nota, a Administração Municipal disse ainda que “Ontem (17), a Prefeitura de Itaquaquecetuba tomou ciência de que uma mulher que estuda na Univeritas, e realizava estágio por meio de um termo de cooperação com a prefeitura, não teria aplicado a vacina contra a Covid-19 em, pelo menos, uma pessoa que registrou o ocorrido com seu aparelho celular e quase deixou de aplicar em outra.
Em um dos casos, a pessoa que filmava notou que a dose não havia sido injetada, questionou a estagiária e ela realizou a aplicação. Em outro, a estagiária injeta a agulha, mas não esvazia a seringa. Tão logo soube do caso, a prefeitura foi até a universidade e a estagiária já não estava mais em exercício, mas foi chamada para comparecer ao campus. Ela contou sua versão e não confessou a prática, logo, a prefeitura não tem ciência de qual foi sua motivação. Um boletim de ocorrência foi registrado e ela vai responder pelo caso.