Família busca respostas para morte de criança de três anos em Mogi
A família materna da criança de apenas três anos que morreu após dar entrada na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes busca respostas sobre o que teria provocado a morte de Henrique. O atestado de óbito apontou que a vítima morreu de trauma no abdômen causado por objeto contundente. Ivan Lemes de Almeida […]
05/11/2020 14h47, Atualizado há 68 meses
A família materna da criança de apenas três anos que morreu após dar entrada na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes busca respostas sobre o que teria provocado a morte de Henrique. O atestado de óbito apontou que a vítima morreu de trauma no abdômen causado por objeto contundente.
Ivan Lemes de Almeida Filho, advogado da família materna da vítima, disse que pessoas que residiam na mesma casa de Henrique teriam se evadido após o óbito da vítima.
Uma testemunha que não se identificou, disse à reportagem da TV Diário, que ouvia choros na casa onde a criança morava, no Jardim Aeroporto I, em Mogi das Cruzes.
De acordo com o advogado, a família não estava ciente dos atos de violência e foi surpreendida pelos relatos de vizinhos da criança.
O caso
Henrique foi levado pelo pai na madrugada desta quarta-feira (4) ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Mogi. A médica que atendeu a criança chamou a Polícia Militar, após suspeitar que ela tivesse sofrido maus-tratos.
A profissional relatou às autoridades que o paciente apresentava “lesões, má higiene e ferimento na gengiva”.
Já o laudo da necrópsia apontou a causa da morte como trauma agudo do abdômen, por agente contundente.
Na delegacia, o pai, um ajudante de eletricista de 49 anos, negou que o filho fosse maltratado e disse que havia levado Henrique para o hospital após ele apresentar comportamento quieto e apático, e que ele tratava anemia.
O corpo da criança foi velado na noite desta quarta-feira no velório Cristo Redentor, em Mogi, e sepultado na manhã de quinta-feira, no Cemitério da Saudade.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
Rede
A Secretaria Municipal de Saúde criou, em Mogi, no passado, uma rede de atenção a vítimas de violência infantil, que conectava serviços diante de um fato como o ocorrido na Santa Casa.
O objetivo é rastrear casos de violência infantil e familiar.