Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Carreata termina após 2 horas de protestos contra o pedágio

Mais uma vez Mogi das Cuzes mostra ser ‘boa de briga’ e foi palco na manhã deste sábado (22), pelo segundo final de semana seguido, de nova carreata fechando o cerco contra a proposta de instalação de duas praças de pedágio às portas da cidade. Por volta de 10 horas, o movimento já era intenso […]

Por O Diário
22/05/2021 10h58, Atualizado há 63 meses

Mais uma vez Mogi das Cuzes mostra ser ‘boa de briga’ e foi palco na manhã deste sábado (22), pelo segundo final de semana seguido, de nova carreata fechando o cerco contra a proposta de instalação de duas praças de pedágio às portas da cidade. Por volta de 10 horas, o movimento já era intenso no início da Mogi-Dutra, com a movimentação dos participantes do protesto aderindo em massa ao ato, que foi encerrado após duas horas. Posteriormente, a agência encaminhou nota dizendo que diálogo seguirá sendo elemento fundamental para a implantação do projeto (leia mais abaixo)

O movimento por trás da organização, o “Pedágio Não”, acredita que essa é uma das maiores “manifestações contra a proposta já realizada”. Eram esperados mais de 500 veículos – isso inclui representantes de diversos segmentos que já vem se mobilizando na Prefeitura e Câmara Municipal nas últimas semanas.

Este é o terceiro ato de protesto no município após o lançamento do novo edital da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), publicado na última sexta-feira (14), que prevê a cobrança de tarifa nas duas principais rodovias do município: Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.

Com a adesão dos caminhões, a manifestação ganhou mais força e a fila de veículos cresceu ainda mais, chamando a atenção dos demais veículos que circulam pela rodovia nesta manhã. A chuva “adiou” as manifestações previstas para acontecer ao final da carreata, no palanque montado para esta finalidade.

LEIA TAMBÉM: 

Deputados e políticos dizem não ao pedágio e denunciam “caça-níquel”

Em mais uma ação, justiça dá 72 horas para Artesp explicar pedágio em Mogi

Manifestantes lembraram que as rodovias foram construídas com dinheiro de Mogi, e que as praças apenas beneficiariam o litoral. “São horas que gastamos em favor da cidade. Melhor sair agora do que chorar nós próximos 30 anos”, convidou Paulo Boccuzzi, do “Pedágio Não”;

Segundo ele, “Mogi das Cruzes está fazendo história, mostrando que quando uma cidade não quer pedágio, ela não vai ter pedágio. Esse é o momento do cidadão de Mogi fazer sua parte”, completou.

“O vice-governador Rodrigo Garcia disse que não terá pedágio neste mandato. Já foi confirmado que o pedágio será instalado depois das eleições, mas é nesse momento que a  Artesp divulgou o edital para a concorrência, nesse momento estão cumprindo com os protocolos. A hora de barrar o pedágio é agora. Não adianta depois chorar por 30 anos”, acrescentou o representante. 

“A partir da semana que vem teremos uma nova onda, uma onda dentro da Assembleia Legislativa”, promete Boccuzzi, já antecipando os próximos passos do movimento que promete apertar ainda mais o cerco contra o governo do Estado.

“Expectativa para barrarmos o pedágio é positiva porque estamos vendo união de toda a população. Não estamos vendo benefício algum. É um oportunismo muito grande. Estamos juntos até o final”, garantiu o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Mogi das Cruzes (Sincomerciários), Jair Mafra – que uniu a categoria para a carreata. 

“Eles estão ignorando as leis. O  projeto (do pedágio) possui em si muitas falhas. Agora ele está programado para o Km 40, ainda mais perto do pedágio da Ayrton Senna, o que é proibido. A luta vai continuar, assim como foi com o cadeião e com o lixão”, destacou o engenheiro Nelson Bettoi Batalha, da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos  de Mogi das Cruzes, também presente no ato.

Buscando mostrar pressão, os veículos percorrem a rodovia Mogi-Dutra enquanto aguardam, nos próximos dias, respostas para uma série de ações no plano jurídico contra a proposta do governo de instalar pedágios nas estradas mogianas.

Nesta sexta-feira (21), o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) deu um prazo de 48 horas para que a Artesp forneça as informações e esclarecimentos necessários em relação à concorrência internacional da concessão de rodovias do Lote Litoral Paulista, onde os pedágios estão previstos. Uma medida da Prefeitura, que entrou na Justiça, pedindo para o edital ser impugnado, por conter “vícios substanciosos”, trouxe resultados rápidos. Outros dois juízes já haviam dado prazo de 72 horas para a agência se manifestar.

Caminhões

A carreata de protesto contra o pedágio deixou o início da ligação rodoviária, por volta de 10h30, com um número razoável de veículos, mas ao subir a Serra do Itapeti, o grupo se encontrou com os carros do pessoal vindo do condomínio Aruã. 

Juntos, os grupos ocuparam as duas faixas da Mogi-Dutra, causando bastante lentidão no trânsito.

Na chegada ao acesso para o bairro do Taboão, os manifestantes encontraram com inúmeros caminhões que deverão engrossar o movimento a partir daquele momento.

Apoios

A manifestação contrária à instalação do pedágio na Mogi-Dutra está contando com a participação e apoio de vários políticos ligados aos movimentos “Pedágio Não” e “Todos Contra o  Pedágio”.

O prefeito Caio Cunha (PODE) chegou na concentração antes das 10 horas e seguiu acompanhando a movimentação. O prefeito assina um artigo na edição deste sábado (22), de O Diário, manifestando-se totalmente contra a instalação do pedágio na Mogi-Dutra e reafirmando que a Prefeitura de Mogi fará de tudo para impedir que o governo estadual cometa tal ato contra a cidade, região e seus moradores.

A exemplo do prefeito, também foram vistos na carreata os representantes do Legislativo Malu Fernandes (SDD), Inês Paz (PSOL), Milton “Bi-Gêmeos” Lins (PSD) e Eduardo Ota (PODE).

Sem discursos

Em razão da forte chuva que cai na região da Mogi-Dutra, os organizadores do movimento “Pedágio Não” decidiram, por volta de 11h30,  encerrar a carreata, sem que ocorra a derradeira etapa da manifestação, programada para um palanque na Serra. 

Segundo Paulo Bocuzzi, líder do movimento “Pedágio Não”, o protesto cumpriu o seu objetivo que foi mostrar, mais uma vez, para o governo do Estado que Mogi e região não aceitam o pedágio que a Artesp quer empurrar bolso adentro dos mogianos e demais moradores.
A intensidade do movimento, com a participação de muitos veículos de passeio e caminhões, deixou os organizadores satisfeitos e eles esperam que a repercussão de tudo isso chegue até os órgãos estaduais.

Com a chuva, alguns veículos já retornaram na direção de Arujá, enquanto outros ingressaram no Aruã. Os demais seguiram em direção a Mogi, onde novas dispersões também ocorreram. Mesmo assim, os organizadores ainda falavam em mais uma volta até o trevo da Ayrton Senna, com posterior retorno até Mogi.

Durante duas horas, o protesto movimentou a Mogi-Dutra, enquanto os líderes da movimentação  já pensam em novas ações para forçar o governo de João Doria (PSDB) a abandonar a ideia do pedágio em Mogi.

Nota

No final do dia, a Artesp e a Subsecretaria de Parcerias encaminharam nota para o Diário onde dizem que esclarecem que a “estruturação do projeto de concessão de serviços públicos das Rodovias do Lote Litoral Paulista contou com ampla participação de vários entes da sociedade, incluindo lideranças políticas e a própria comunidade”. O documento acrescenta que “nesse diálogo foram realizadas quatro Audiências Públicas e uma Consulta Pública, esta estendida ao longo de um mês. Todos estes trabalhos reuniram 421 contribuições ao projeto, das quais mais de 60% foram recepcionadas. Em relação às demandas populares relacionadas a investimentos, 43 delas foram consideradas”. A nota também cita Mogi “A concessão reúne dezenas de intervenções na região de Mogi das Cruzes, especialmente nas rodovias estaduais que cruzam o território, que receberão aporte de R$ 230 milhões. O objetivo é melhorar a segurança e a fluidez das vias, ampliando a capacidade de tráfego na região e o conforto aos usuários”.

“As obras incluem duplicações, pavimentações, construção de faixas adicionais, implantação de viadutos e interconexões, novas passarelas e rampas de escape, adequação de pontos de ônibus, novos pontos de iluminação pública, entre outras. Mais que isso, por se tratar de concessão de serviços públicos, o projeto não compreende apenas a realização de obras, sendo de fundamental importância destacar a constante manutenção de todo o viário e sua faixa de domínio, além da prestação de serviços essenciais e contínuos, 24h por dia, ao longo de toda a concessão, entre eles: o monitoramento em vídeo de toda a rodovia e rede wi-fi em 100% do trecho, assim como o atendimento pré-hospitalar em até 15 minutos, resgate a veículos com problemas mecânicos, viaturas de combate a incêndio e inspeção de tráfego constante. Vale ressaltar que não haverá pedágio em viário municipal, uma vez que o pedagiamento acontece apenas nas rodovias estaduais”.

“O diálogo seguirá sendo elemento fundamental para a implantação do projeto, que levará desenvolvimento e oportunidades para a região”, finaliza a Artesp.

Mais noticias

Polícia Civil apreende 91,5 kg de drogas em laboratório clandestino em Santa Isabel

8 signos que poderão ter surpresas no amor em agosto

Suzano recebe a 5ª Parada LGBTQIA+ neste domingo; veja a programação

Veja Também