Homem é preso por usar o nome de outro médico para atender pacientes em Itaquaquecetuba
Supostamente graduado em Medicina na Bolívia, Marcelo Penteado, 47 anos, atuava ilegalmente há dois anos em Itaquaquecetuba, como médico de uma clínica particular. Segundo relatos, o atendimento que ele prestava, em horários não convencionais, como aos finais de semana e feriados, agradavam os pacientes. Mas a farsa acabou na manhã deste sábado, quando, após uma […]
18/09/2021 15h14, Atualizado há 59 meses
Supostamente graduado em Medicina na Bolívia, Marcelo Penteado, 47 anos, atuava ilegalmente há dois anos em Itaquaquecetuba, como médico de uma clínica particular. Segundo relatos, o atendimento que ele prestava, em horários não convencionais, como aos finais de semana e feriados, agradavam os pacientes. Mas a farsa acabou na manhã deste sábado, quando, após uma denúncia anônima, a polícia descobriu que ele não tem licença para trabalhar no Brasil, e usava o nome de outro profissional. Praticava, portanto, os crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. As informações são da TV Diário, que exibiu o caso em uma reportagem no Diário TV 1ª Edição.
De acordo com as informações apresentadas pelo telejornal, o proprietário da clínica em que Marcelo trabalhava diz ter sido “pego de surpresa”. Para contratar o suposto médico, relata ter feito “toda a consulta documental”, principalmente constatando o status da carteirinha de seu futuro colaborador no Conselho Federal de Medicina (CRM).
Além de ter encontrado ativo o número do CRM, o dono da unidade de saúde diz ter tomado o cuidado de checar o histórico do profissional, que alega já ter trabalhado em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Santos, no litoral, e em Itupeva, na região de Campinas, sendo que nesta última cidade teria atuado como diretor clínico.
O empresário de Itaquaquecetuba diz ter confirmado a afirmação acima, após visita presencial em que constatou Marcelo trabalhando no referido endereço. Até onde se sabe, ele de fato tinha conhecimentos técnicos sobre a profissão, já que se formou em outro país, mas sem a licença necessária não poderia atuar por aqui.
A Polícia Militar confirma a história: em setembro de 2020 o acusado foi preso pelo mesmo motivo: exercício ilegal da profissão. O golpe era, até este sábado, facilitado pela semelhança do nome do suspeito com outro Marcelo, este com registro legal para praticar medicina em território brasileiro. O estelionatário usava até mesmo um carimbo e assinatura parecidas.