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IML de Mogi identifica três dos sete corpos encontrados em ‘cemitério clandestino’ no Botujuru

Até o final da manhã desta terça-feira (24), o Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes havia identificado três dos sete corpos encontrados em uma área de mata no bairro do Botujuru. A identidade das vítimas, no entanto, não foi divulgada. Zeno Morrone é legista e diretor do IML de Mogi. Ele contou à […]

Por O Diário
24/11/2020 11h34, Atualizado há 70 meses

Até o final da manhã desta terça-feira (24), o Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes havia identificado três dos sete corpos encontrados em uma área de mata no bairro do Botujuru. A identidade das vítimas, no entanto, não foi divulgada.

Zeno Morrone é legista e diretor do IML de Mogi. Ele contou à reportagem de O Diário que a identificação dos corpos ocorre por meio da impressão digital, já que os familiares foram até o local e disseram características físicas que coincidiram com dos corpos. O nome apresentado por eles foi encaminhado junto com as impressões digitais para a capital, que os devolveu informando que a impressão digital realmente batia.

Em relação aos outros quatro corpos, dois foram encaminhados à unidade da capital do IML, para ser analisado pelo setor de antropologia, tendo em vista que o estado de decomposição do cadáver é mais acentuado do que nos outros casos e impede a identificação pela impressão digital.

Os dois últimos permanecem na unidade, mas também deverão ser identificados por meio de exame de DNA.

“Nós colhemos hoje de manhã de um parente supostamente de um caso e o outro mandamos agora para a delegacia para o delegado emitir o requerimento para fazer o DNA. Eles serão enterrados como indigente. O resultado do DNA vem em três meses, então depois a gente chama a família para esclarecer se é ou não parente deles” pontuou.

O caso

O boletim de ocorrência registrado na Central de Flagrantes de Mogi informou que os guardas municipais faziam um patrulhamento no bairro, quando encontraram dois homens na região onde os corpos estavam, mas fugiram ao ver a viatura. 

Por se tratar de um lugar conhecido pelo tráfico de drogas, segundo a GCM, os agentes foram até a mata a fim de verificar se havia algum objeto escondido e se depararam com a terra remexida e parte de um corpo aparecendo. A terra no entorno também estava remexida, então os agentes pensaram que havia mais corpos no local. 

Ainda segundo o boletim de ocorrência, no total sete corpos foram encontrados em seis covas diferentes. Em cinco delas havia apenas um corpo, todos de homens. Enquanto em outra estavam enterrados uma mulher e um homem. Todos com as mãos amarradas por corda ou pedaço de pano. 

A polícia encontrou ainda cordas, pedaço de roupas, além de pá, enxada e foice no local. 

O caso é investigado pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Mogi das Cruzes. 

 

 

 

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