Ladrões invadem empresas do Taboão, levam mercadorias e veículos de funcionários
Enquanto jantavam em uma das empresas do bairro do Taboão, funcionários foram rendidos na noite de quarta-feira (1) por dois homens encapuzados, que usaram um terreno lateral para acessar a fábrica. Foram levadas mercadorias da fábrica Comab Comércio e Manutenção de Baterias, além de uma moto que segue desaparecida, e um veículo Celta, batido e […]
02/12/2021 12h08, Atualizado há 57 meses
Enquanto jantavam em uma das empresas do bairro do Taboão, funcionários foram rendidos na noite de quarta-feira (1) por dois homens encapuzados, que usaram um terreno lateral para acessar a fábrica. Foram levadas mercadorias da fábrica Comab Comércio e Manutenção de Baterias, além de uma moto que segue desaparecida, e um veículo Celta, batido e abandonado durante a fuga. Já em uma outra empresa, a Todil, apesar de ter sido invadida, os ladrões não tiveram êxito e nada levaram.
As duas ocorrências voltam a destacar antigas dificuldades das empresas instaladas no Taboão, como destaca, em nota, a Agestab (Agência Gestora do Distrito do Taboão).
Na empresa de baterias, que trocou Guarulhos por Mogi das Cruzes e gera mais de 30 empregos diretos, os ladrões renderam os funcionários e levaram produtos que seriam entregues nas próximas semanas, o que vai elevar os prejuízos dos proprietários, e uma moto e um carro dos trabalhadores.
Segundo relatos, dois homens entraram no refeitório e, logo depois, outros dois homens se juntaram à dupla. Os funcionários pediram pela própria segurança, e o bando passou a recolher, então, pertences das vítimas e matéria prima
A moto EXL 9161 segue desaparecida. Já o veículo foi encontrado batido, a alguns quilômetros da empresa, mas sem equipamentos.
Um dos proprietários, Mateus de Melo Pessoa, contou que a empresa possui monitoramento de segurança, mas destacou a insegurança da região, que é mal iluminada. “Quando se fala em estrutura, o que ocorre na realidade, é que aqui, não tem estrutura alguma. As ruas são de terra, a iluminação é fraca. Durante o dia, a situaçãp é melhor porque há a passagem de veículos, à noite, não”. Ele também lembrou demandas antigas, como as dificuldades com a falta de transporte para os trabalhadores.
As estimativas sobre os prejuízos ainda estão sendo levantadas pelas vítimas. Mateus Pessoa contou que a empresa terá dificuldades para cumprir com as entregas no final do ano porque novas mercadorias terão de ser adquiridas.
Cobrança
Após os dois crimes, a Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) disse que mantém contato constante com as autoridades policiais e “solicitou a Polícia Militar o reforço no policiamento, após estes episódios”.
A entidade e moradores do bairro mantêm um trabalho em conjunto com as Polícias Militar e Civil com o objetivo de ampliar a segurança no Taboão. O distrito é um dos integrantes do projeto Vizinhança Solidária, que foi acionado ontem, logo após as primeiras informações sobre a invasão à empresa.
“O diálogo frequente já trouxe resultados concretos, como a implementação do Programa Vizinhança Solidária Industrial. A Agestab também compartilha com as autoridades as imagens do sistema de monitoramento por câmeras. O sistema foi instalado pela Associação Gestora e deverá ser reforçado ao longo de 2022, com a ampliação no número de câmeras”, disse a entidade, por meio de nota.
Violência
Segundo o morador Luis Franco de Souza, morador no Taboão, e autor das páginas Taboão e Alto Tietê em Foco, a rede do Vizinhança Solidária foi acionada. “Em menos de meia hora, a Polícia já estava aqui”, comentou, destacando, o temor dos trabalhadores.
“O problema é, em outros dezembros, outros casos foram registrados. Acho que é por causa do final de ano”, lembrou, reforçando a procura pela moto de um dos funcionários. Já o outro, proprietário do veículo Celta, deverá acionar o seguro, assim como a empresa de baterias.
O Diário solicitou à Secretaria de Segurança Pública informações sobre os dois crimes e aguarda resposta (matéria em atualização).