Lojistas do Centro de Mogi relatam rotina de furtos e prejuízos
A tentativa de ladrões de entrarem pelo telhado em uma relojoaria, uma pastelaria e uma loja de artesanto na noite de segunda-feira para terça-feira (17) foi frustrada porque os comerciantes reforçaram meios de proteção com a colocação de grades e até arame farpado entre o telhado e o interior das lojas, na rua Senador Dantas, […]
18/05/2022 12h01, Atualizado há 51 meses
A tentativa de ladrões de entrarem pelo telhado em uma relojoaria, uma pastelaria e uma loja de artesanto na noite de segunda-feira para terça-feira (17) foi frustrada porque os comerciantes reforçaram meios de proteção com a colocação de grades e até arame farpado entre o telhado e o interior das lojas, na rua Senador Dantas, no centro de Mogi das Cruzes.
Mesmo assim, perdas com telhas e a insegurança são problemas para lojistas, como a artesã Cidinha de Almeida. Ela usou as redes sociais para reclamar desse tipo de violência, já enfrentada pela mogiana outras duas vezes, no passado recente.
Na mesma madrugada de terça-feira, segundo a Polícia Militar, dois homens foram presos na rua vizinha, a Professor Flaviano de Melo.
Segundo a lojista, em janeiro, a porta da loja Artesanato DY Cidinha, precisou ser trocada, ao custo de R$ 13 mil, após um arrombamento. Outra vez, um ladrão entrou na loja e quis levar o celular da comerciante: “Eu sei que não devia, mas reagi, e como tinha algumas ferramentas usadas para fazer o artesanato, o rapaz correu”, lembra-se, contanto que na madrugada de terça-feira, ladrões só não tiveram sucesso porque, depois de entrarem no telhado, deram com a cobertura da loja, e mão conseguiram passar para o interior do endereço.
Nos demais comércios, afirma ela, as invasões são constantes e, por isso, os comerciantes passaram a reforçar as estruturas. Um dos comércios já foi assaltado 7 vezes.
Na terça-feira, Cidinha Almeida fez um desabafo nas redes sociais, cobrando providências. Deu resultado: um integrante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, segundo disse, a procurou, e ela pediu a instalação de uma câmera de monitoramento municipal no trecho inicial da rua Senador Dantas.
Residente da região central, Cidinha Almeida testemunha outras dificuldades. Em uma das ruas, o furto de cabos de energia deixou os moradores mais de 24 horas sem luz.
Segurança
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes, Valterly Martinez, espera a implantação de mais câmeras. No passado, houve uma promessa de se ampliar o monitoramento.
Outras ações para a segurança estão sendo discutidas com a Prefeitura. Uma delas seria ampliar em uma hora o funcionamento do Mercado Municipal, das 17 horas (horário de fechamento hoje) para 18 horas.
“O Mercadão é um ponto de atração de consumidores e, mais tempo aberto, ele ajuda a manter a sensação de segurança. Hoje, há lojas fechando mais cedo por medo”, defende o presidente da entidade.
A criação de um sistema que garanta o uso das imagens de câmeras particulares ao monitoramenteo da Prefeitura, é outra providência pretendida para manter a paz na área central, e ainda inibir a atuação de criminosos.
Com a Polícia Militar, o comércio já obteve o compromisso de reforço das rondas policiais, o que já conteceu em datas como a véspera do dia das Mães.