Mãe de vítima de ataque a creche agradece apoio: ‘uma data que jamais será esquecida’
“Uma data que jamais será esquecida”, escreveu nas redes sociais, Adriana Martins, de 36 anos, mãe de uma das vítimas que sobreviveu ao ataque a creche Pró-Infância Aquarela, na cidade de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, em quatro de maio de 2021. Após um ano da chacina, a mãe do pequeno Henryque Martins Hubler, […]
04/05/2022 18h05, Atualizado há 52 meses
“Uma data que jamais será esquecida”, escreveu nas redes sociais, Adriana Martins, de 36 anos, mãe de uma das vítimas que sobreviveu ao ataque a creche Pró-Infância Aquarela, na cidade de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, em quatro de maio de 2021. Após um ano da chacina, a mãe do pequeno Henryque Martins Hubler, à época com um ano e oito meses, agradeceu o apoio que recebeu durante a recuperação do menino. Ele foi o único sobrevivente da chacina, que resultou na morte de cincos pessoas.
” A Deus nossa eterna gratidão, as orações e ações prestadas que foram fundamentais para o processo de recuperação do Henryque e a todo o carinho e solidariedade que nos foram prestados”, publicou Adriana no Facebook.
A mensagem foi compartilhada seguida de uma série de fotos e momentos do menino, que ficou ferido após um homem, de 18 anos, entrar na escola e, com um facão, matar outras três crianças com menos de 2 anos e duas mulheres, sendo uma professora e a outra agente educacional. Henryque também recebeu golpes de facão. Na ocasião, ele foi internado no Hospital da Criança de Chapecó, na mesma região, onde passou por procedimentos cirúrgicos no pescoço, tórax, abdômen e pernas. O autor dos crimes foi preso e aguarda julgamento.
Nesta quarta-feira (4), familiares e amigos das vítimas fizeram uma homenagem em frente a escola. No local, balões brancos foram soltos. A sala onde as vítimas foram encontradas feridas pelos bombeiros deu lugar a uma área de recreação.
Relembre o caso
Um jovem de 18 anos invadiu a escola infantil Pró-Infância Aquarela, no dia 4 de maio e matou cinco pessoas com golpes de faca. Em seguida, deu golpes contra o próprio corpo e ficou internado em estado grave no hospital por uma semana. Agora, ele está preso no município de Chapecó.
As vítimas foram a professora Keli Adriane Aniecevski, 30 anos; a agente educadora Mirla Amanda Renner Costa, 20 anos; e os bebês Sarah Luiza, 1 ano e 7 meses; Anna Bela, 1 ano e 8 meses; e Murilo, 1 ano e 9 meses.
Um menino, de 1 ano e 8 meses, foi socorrido ainda com vida após sofrer uma perfuração no pulmão. Após dois dias internado, ele teve alta.