Mulher é rendida, dopada e consegue pedir ajuda em Jundiapeba
Na última segunda-feira, dia 8, uma mulher de 27 anos, teve o celular e a bolsa roubados, por volta das 13h, na rua Pedro Paulo dos Santos, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. O caso passou a ser comentado em redes sociais durante essa semana e foi confirmado pela Polícia Militar a O […]
12/08/2022 15h29, Atualizado há 48 meses
Na última segunda-feira, dia 8, uma mulher de 27 anos, teve o celular e a bolsa roubados, por volta das 13h, na rua Pedro Paulo dos Santos, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. O caso passou a ser comentado em redes sociais durante essa semana e foi confirmado pela Polícia Militar a O Diário.
Segundo a vítima informa, em boletim de ocorrência registrado pelo 4º Distrito Policial, ela foi abordada por um homem que estava em um HB20 branco. Além de anunciar o roubo, ele a puxou para dentro do veículo e a obrigou a tomar um líquido com remédio.
A Polícia Militar informa que, em determinado momento, a mulher conseguiu fugir e pedir ajuda. Ela foi socorrida à UPA, onde foram retirados três pequenos grãos de seu organismo. O material foi encaminhado para o Instituto de Criminalística (IC).
A ocorrência foi registrada como roubo pelo 4º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, que requisitou exame de corpo de delito para a vítima.
Redes sociais
O caso ocorreu antes de o prefeito Caio Cunha (PODE) fazer um alerta sobre falsos relatos relativos à existência de grupos de estupradores e sequestradores, que estariam agindo na cidade. Ele fez um apelo, em suas redes sociais, na quinta-feira (11), e um outro hoje (12), explicando que o alerta dizia respeito às falsas mensagens sobre série de sequestros e estupros em Mogi das Cruzes – e não, ao caso específico, que será investigado pela Polícia e aconteceu em Jundiapeba.
O prefeito fez um alerta sobre os prejuízos das fake news, que falam sobre carros que estariam rodando os bairros, para a prática de sequestros. Porém, admitiu que a cidade busca meios de combater os crimes e alertou sobre a necessidade de barrar as falsas mensagens, que potencializam o clima de insegurança na cidade.
O Diário publicou reportagem a respeito das fake news identificadas em mensagens que circulam entre moradores de Mogi das Cruzes (veja matéria).
No mais recente post, o gestor municipal disse que o alerta não teve o objetivo de camuflar os crimes relatados em bairros mogianos e também não se relacionava ao caso dessa vítima.
O prefeito admitiu que a cidade registra crimes e a gestão busca, em conjunto com as polícias Militar e Civil, meios de controlar os registros.
O caso
Segundo apurou O Diário, a vítima contou aos agentes públicos que foi abordada em uma rua, por um homem que teria descido de um carro branco. Sob ameaça do agressor, ela teria entregue o celular e a bolsa, e ingerido uma substância química.
Em uma das mensagens disparadas em redes sociais a que O Diário teve acesso, é citado o caso de uma mulher que teria sido levada ao hospital após ser vítima desse tipo de violência.
Atendimento
Por meio de nota, a “Secretaria Municipal de Segurança informou que não tem registro desta ocorrência, da maneira como foi descrita na rede social – sugerimos buscar os detalhes junto à Polícia Civil ou Militar”.
Importante
A pasta orienta que casos como estes sejam comunicados de imediato às autoridades policiais, por meio do 190 (PM) ou 153 (Guarda Municipal).
Além disso, reafirmou que “a Guarda Municipal de Mogi das Cruzes faz parte do sistema de segurança pública do município e mantém o patrulhamento em todas as regiões, em um trabalho conjunto com a Polícia Militar. O trabalho também compreende o monitoramento com câmeras da Ciemp, além de grupamentos específicos, como a Ronda Escolar, Patrulha Rural, Patrulha Maria da Penha, Patrulha Ambiental, Rondas Ostensivas com Motos (ROMO) e Ronda Ostensiva Municipal (ROMU)”.