Mulher transexual e namorado denunciam agressão no centro de Mogi
A cabeleireira e transexual Luciana Cristina Barbosa, 24 anos, e seu namorado, o ajudante geral Matheus Américo de Paiva, 23 anos, que moram em Mogi das Cruzes, pedem providências para ajudar a identificar os autores das agressões que sofreram na praça Oswaldo Cruz, na região central da cidade. Segundo Luciana, na véspera do segundo turno […]
09/11/2022 23h48, Atualizado há 45 meses
A cabeleireira e transexual Luciana Cristina Barbosa, 24 anos, e seu namorado, o ajudante geral Matheus Américo de Paiva, 23 anos, que moram em Mogi das Cruzes, pedem providências para ajudar a identificar os autores das agressões que sofreram na praça Oswaldo Cruz, na região central da cidade.
Segundo Luciana, na véspera do segundo turno das eleições gerais, no último dia 29, o casal havia acabado de sair de uma lanchonete e resolveu entrar em uma loja de produtos vendidos a R$ 1,00, em frente à praça, quando dois homens e uma mulher começaram a xingá-lo. “Fomos perguntar o que estava acontecendo, mas aí começou a briga e, de repente, não eram mais três e sim seis pessoas batendo na gente. Já estávamos bastante machucados, quando ele pegaram paus e facas e precisamos entrar em uma loja de produtos chineses porque, senão, seríamos mortos”, relata a mulher transexual a O Diário.
Ela conta que chegou a ligar seis vezes pedindo ajuda à Polícia Militar, mas apenas mais de uma hora depois do primeiro chamado, uma viatura passou e não parou no local. “Os policiais ainda olharam para nós e fizeram o símbolo do número 22 com os dedos das mãos. Mas a briga não teve ligação alguma com as eleições. Realmente foi um caso de transfobia. Chegamos a registrar boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial de Mogi e fizemos o exame de corpo delito, mas não acreditamos que algo será feito”, lamenta a cabeleireira, que teve o olho e o nariz machucados durante a briga. “O Matheus ficou com o corpo todo arranhado e com marcas de pancadas, além da mão inchada”, completa a cabeleireira.
Ela diz, ainda, que a maior indignação do casal é não ter tido o apoio das autoridades policiais e das pessoas que passavam pelo local. “Não sabemos nem o que fazer, pedimos apoio para a Polícia, mas não tivemos. Apenas o Fórum LGBT nos ajudou divulgando a notícia”, lamenta.
Questionada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública disse que o assunto está em apuração e prometeu uma resposta.