Pais de criança morta em Guararema têm prisão convertida em preventiva
A prisão do empresário Marcelo Bezerra Leão e da professora Margarete Lima Franco Leão foi convertida de temporária em preventiva no final de semana. Pais adotivos, o homem é suspeito pela morte do filho 7 anos que não resistiu ao espancamento por um motivo irrelevante: o garoto foi repreendido com socos por pegar comida na […]
26/06/2023 13h30, Atualizado há 37 meses
A prisão do empresário Marcelo Bezerra Leão e da professora Margarete Lima Franco Leão foi convertida de temporária em preventiva no final de semana. Pais adotivos, o homem é suspeito pela morte do filho 7 anos que não resistiu ao espancamento por um motivo irrelevante: o garoto foi repreendido com socos por pegar comida na geladeira. A família reside em Guararema, onde o suspeito chegou a ser um dos conselheiros tutelares. A mãe foi detida por omissão de socorro. O menino morreu na madrugada de sexta-feira (23).
Ambos estão presos desde a sexta-feira (23) quando a notícia sobre a morte do garoto foi registrada pela Polícia Civil de Guararema – o caso ganhou repercussão nacional.
O pai contou à Polícia que havia batido no menino, com socos e tapas no estômago e na cabeça. Quando ele foi levado ao hospital, a versão dada pela família foi a de que o menor teria caído de uma escada.
A mãe foi detida por ter se omitido durante a violência que, neste caso, segundo apurações posteriores, já havia levado a mesma criança a ser socorrida no hospital de Guararema com uma fissura no fêmur.
Ex-conselheiro tutelar, o pai adotivo foi transferido para o CDP de Mogi das Cruzes e a mãe está na Cadeia Feminina de Itaquaquecetuba.
O caso ganhou repercussão pela violência contra uma criança que foi adotada pelo casal, juntamente com dois outros filhos.
Em suas redes sociais, a mãe postou mensagem defendendo a agressão física para repreender os filhos (veja reportagem).
Em redes sociais, moradores de Guararema cobram justiça e sugerem mudanças nas políticas de atendimento nos serviços de saúde, afinal, a criança já havia sido agredida e levada a um hospital da cidade.
Na semana passada, a gravidade dos ferimentos foi observada pela equipe médica do Hospital Luzia de Pinho Melo, localizado no Mogilar, em Mogi das Cruzes, para onde a criança foi transferida após receber os primeiros atendimentos em Guararema. Em Mogi das Cruzes, no entanto, o garoto faleceu.
O garoto foi sepultado no cemitério São Benedito, em Guararema, no sábado (24).
O Diário questionou o Tribunal de Justiça do Estado sobre o acolhimento aos filhos do casal – que foi preso. Em resposta, no entanto, o TJ afirmou que o caso corre em segredo por se tratar de crianças.
Providências
Em posicionamentos sobre o caso, as prefeituras de Guararema, onde o pai ocupava assento no Conselho Municipal de Saúde, e de Suzano, onde a mãe trabalhava na Secretaria de Educação, responderam que tomarão as medidas legais permitidas por lei em situações como essa. Ambas as gestões lamentaram a tragédia familiar (veja mais aqui)