Polícia liberta homem de ‘tribunal do crime’ em Itaquaquecetuba
A Polícia Militar libertou um homem de 34 anos de um ‘tribunal do crime’ – uma espécie de juri de facção criminosa – na noite desta sexta-feira (28), em Itaquaquecetuba. Segundo as informações do boletim de ocorrência, a equipe foi informada de que havia uma pessoa em cárcere privado na rua das Flores, na Vila […]
29/05/2021 12h47, Atualizado há 59 meses
A Polícia Militar libertou um homem de 34 anos de um ‘tribunal do crime’ – uma espécie de juri de facção criminosa – na noite desta sexta-feira (28), em Itaquaquecetuba.
Segundo as informações do boletim de ocorrência, a equipe foi informada de que havia uma pessoa em cárcere privado na rua das Flores, na Vila Sônia.
No local havia dois barracos de madeira e dentro de um deles estava o homem, de 34 anos, com as mãos amarradas. Ainda de acordo com o registro policial, o homem tinha sido avisado de que a “sentença” do tribunal era de que ele deveria ser assassinado.
Neste primeiro barraco a polícia encontrou ainda um colete balístico e um revólver com a numeração raspada. Na parte externa tinha também um saco de cal, uma enxada e uma cavadeira.
Já na outra estrutura, a polícia prendeu um homem, sob a suspeita de ser o vigia do barraco usado para o cativeiro.
Na versão da vítima à polícia, ele está em situação de rua é é usuário de crack. Ele contou ainda que o homem que estava no barraco da frente realmente vigiava o local e ainda praticava tortura física e psicológica, usando um pedaço de madeira para bater nele.
O homem preso, inicialmente, apresentou nome falso, mas depois a polícia descobriu tratar-se de Robério Xisto de Araújo, procurado da justiça pelo crime de tráfico de drogas.
O motivo da vítima ter sido levada para o local, segundo o boletim, foi porque ele teria matado outro homem durante uma briga, que começou enquanto os dois usavam drogas, na madrugada de segunda para terça-feira.
O caso foi registrado como sequestro, cárcere privado, tortura e porte ilegal de arma.