Policiais, advogado e comerciantes são condenados por diversos crimes em Mogi
Três policiais civis de Mogi das Cruzes, um advogado e proprietário de imobiliária, corretores de imóveis, jornaleiro e comerciantes que integravam o grupo preso em 18 de julho de 2018 em uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, foram condenados no último dia 10, no Fórum […]
17/08/2020 14h59, Atualizado há 71 meses
Três policiais civis de Mogi das Cruzes, um advogado e proprietário de imobiliária, corretores de imóveis, jornaleiro e comerciantes que integravam o grupo preso em 18 de julho de 2018 em uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, foram condenados no último dia 10, no Fórum local, pelo juiz de Direito Tiago Ducatti Lino Machado. As penas somadas ultrapassam 115 anos dos 12 acusados em crimes diversos como corrupção ativa e passiva, organização criminosa e jogo de azar relativo a caça-níqueis e jogo do bicho.Na fase processual, que durou cerca de dois anos, o magistrado concluiu que as atividades da organização criminosa eram desenvolvidas em Mogi e municípios vizinhos. Nas buscas realizadas no curso do processo foram sequestrados os bens dos acusados como carros, motocicletas, imóveis e dinheiro. Os três policiais civis, que em 2018 atuavam na área da Delegacia Seccional de Mogi, também foram condenados a perder o cargo. O agente de telecomunicações Caio Vinicius Romão da Silva, o “Neno”, pegou a maior pena do grupo que é de 13 anos, 2 meses e 20 dias, por corrupção passiva e organização criminosa. O agente Paulo Antonio Carvalho da Silva por cometer os mesmos crimes foi condenado a 10 anos, 6 meses e 20 dias. Pena semelhante por delitos idênticos foi determinada ao agente policial Alex Smokou. Eles devem cumpri-las em regime fechado e seguem suspensos do trabalho.O trio foi absolvido da prática de jogo de azar. O advogado e dono de imobiliária Pedro Cunha Filho, o “Pedrinho”, vai recorrer da sentença de 11 anos, 1 mês e 20 dias por organização criminosa, corrupção ativa e envolvimento com o jogo de azar. Terá que ficar em regime fechado. Sentença igual recebeu o comerciante Adelino Luiz Frozi. Já Sérgio Cavalcante de Castro foi condenado a 7anos, 11 meses e 10 dias de reclusão; Cláudio Márcio Lírio a 7 anos e 11 meses; Ricardo de Lima Silva a 7 anos, 11 meses e 10 dias; Wellington Fernandes Santana de Oliveira, o “Tom”, recebeu esta mesma pena. Sebastião Marques da Silva, o “Federal” – 4 anos, 5 meses e 10 dias, sentença imputada também a Demétrius Araújo Miranda, o “Del”; João Batista Pereira Costa – 5 anos, 2 meses e 6 dias e Alfredo Gimenes Valente – 4 anos, 5 meses e 10 dias.O juiz Tiago Ducatti concedeu aos condenados com penas mais brandas o direito do regime semiaberto e permitiu que todos recorram da sentença em liberdade. O empresário Marciano Assis Cabral foi absolvido dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e jogo de azar.