Prefeita de Poá tem número de telefone clonado por estelionatários
A prefeita de Poá, Marcia Bin (PSDB) registrou Boletim de Ocorrência (BO) após ter seu número de telefone clonado por estelionatários. Os contatos da chefe do Executivo receberam mensagens dos criminosos, que solicitam transferência de dinheiro, em duas contas bancárias. Até os secretários municipais da cidade foram contatados. Os responsaveis ainda não haviam sido identificados até o início […]
13/05/2021 15h21, Atualizado há 63 meses
A prefeita de Poá, Marcia Bin (PSDB) registrou Boletim de Ocorrência (BO) após ter seu número de telefone clonado por estelionatários. Os contatos da chefe do Executivo receberam mensagens dos criminosos, que solicitam transferência de dinheiro, em duas contas bancárias. Até os secretários municipais da cidade foram contatados. Os responsaveis ainda não haviam sido identificados até o início da tarde desta quinta-feira (13).
O principal fato foi relacionado à Secretaria da Fazenda que recebeu mensagem exigindo duas transferências nos valores de R$ 50 e R$ 60 mil para “custeio”. Nenhum valor, porém, foi transferido para as referidas contas.
A Prefeita confirmou o fato nas redes sociais. “Meu número de telefone foi clonado e estão enviando mensagens no whatsapp em meu nome, inclusive pedindo dinheiro. Peço que desconsiderem qualquer mensagem enviada neste momento e não enviem nenhuma informação”,publicou ela.
Marcia acrescenta que adotará todas as medidas cabíveis para averiguação deste crime. “Não respondam as mensagens, não informem dados pessoais e, principalmente, não transfiram dinheiro caso seja solicitado. Já passei todas as informações para a polícia para que esse crime seja investigado e os culpados responsabilizados”, afirmou a prefeita Marcia Bin.
Os golpes
por Agência Brasil
Um golpe da clonagem da conta do WhatsApp segue fazendo vítimas, alerta o Procon de São Paulo. O golpe acontece da seguinte forma: uma pessoa envia mensagem dizendo ser funcionário de site de compra, o golpista entra em contato e pede que a vítima digite um código de seis números para supostamente ativar um anúncio; esse código é a verificação do WhatsApp e com ele o criminoso consegue clonar a conta do consumidor.
Após a clonagem, o golpista passa a enviar mensagens para os contatos da vitima pedindo dinheiro no nome dela. Na maioria das vezes, o infrator pede dinheiro para parentes e conhecidos, simulando alguma necessidade urgente.
O Procon-SP alerta os consumidores para não enviar o código de seis números. É importante ainda habilitar a “verificação em duas etapas” no WhatsApp: clicando em “configurações”, “conta” e “verificação em duas etapas”.
De acordo com o secretário de defesa do consumidor, Fernando Capez, os golpes pela internet e por redes sociais explodiram nesse momento de pandemia de covid-19. “É preciso que o consumidor desconfie sempre, redobre a atenção e nunca forneça senhas ou sequência de números”, alerta. Caso tenha sido vítima deste golpe, a pessoa deve entrar em contato com [email protected] e pedir a desativação temporária da conta.
Consequências dos golpes
Segundo o chefe de gabinete do Procon-SP, Guilherme Farid, os principais golpes realizados por WhatsApp envolvem o envio de mensagens com links fraudulentos, seja para encaminhar o consumidor a uma página falsa de um fornecedor, seja para enganar o consumidor para que este forneça o código de acesso ao aplicativo, “oportunidade em que o golpista sequestra todos os dados”, destaca.
“A principal consequência é o prejuízo financeiro causado ao consumidor, no primeiro caso por comprar um produto ou serviço numa página falsa criada por um criminoso que não realizará a entrega: no segundo por ser vítima de extorsão para recuperar o acesso ao seu aplicativo”, completa Farid.
Ainda no caso de obter o acesso ao aplicativo do consumidor, o golpista encaminha a todos os contatos novos links fraudulentos com o objetivo de aumentar o número de vítimas.
Procon dá dicas para evitar golpes:
– Não forneça dados, senhas, códigos etc.;
– Não acredite em ofertas de ajuda, sorteio, dinheiro etc. enviadas pelo WhatsApp, redes sociais, e-mails e não clique nesses links;
-Não confie e não compartilhe links e informações dos quais não tenha certeza da origem;
-Não preencha formulários que não estejam nos sites oficiais;
-Baixe aplicativos apenas das lojas oficiais;
-Em caso de dúvidas ou dificuldades, procure um familiar ou amigo que possa ajudar;
– Utilize antivírus no computador, tablet e smartphone;
– O Procon-SP não pede informações do consumidor e não envia mensagens via WhatsApp; o consumidor deve procurar a instituição pelos canais oficiais.