2ª Feira Literária de Mogi começa nesta quinta-feira com diversas programações culturais
Está chegando a 2ª FLIMC (Festa Literária de Mogi das Cruzes), com abertura prevista para esta quinta-feira (6), com o espetáculo musical “Poesia Cantada”. O evento literário, que também ocupa o casarão do Carmo, segue nos dias 07 e 08 de outubro (sexta e sábado), com uma programação diversa: saraus, palestras, encontros literários, apresentações artísticas, […]
06/10/2022 11h46, Atualizado há 45 meses
Está chegando a 2ª FLIMC (Festa Literária de Mogi das Cruzes), com abertura prevista para esta quinta-feira (6), com o espetáculo musical “Poesia Cantada”. O evento literário, que também ocupa o casarão do Carmo, segue nos dias 07 e 08 de outubro (sexta e sábado), com uma programação diversa: saraus, palestras, encontros literários, apresentações artísticas, além da feira literária com 14 tendas de diversas editoras, dentre elas, as Edições Sesc.
Após a primeira edição da festa que foi realizada de maneira online, em decorrência da pandemia, neste ano, a FLIMC será totalmente presencial na região central da cidade.
O evento é gratuito e realizado pela prefeitura de Mogi das Cruzes com apoio cultural do Sesc SP. O público presente na feira poderá comprar livros com bons descontos sobre o preço de capa, favorecendo assim, a aquisição de mais exemplares com valores atrativos para os amantes da literatura.
A abertura desta segunda edição hoje (6), às 19h, no Largo do Carmo, com o espetáculo musical “Poesia Cantada”. Na sequência, será organizada uma mesa de debate em homenagem a Botyra Camorim Gatty, às 19h50, também na praça.
Confira a seguir os destaques do Sesc Mogi das Cruzes e do Sesc SP na programação da 2ª FLIMC
Dia 07/10, 15h
Poesia cantada com Mel Duarte no show “Mormaço”
Explorando o formato de spoken word, Mel Duarte mescla música, ritmo e poesia com canções do álbum “Mormaço – outras formas de calor”. Com o próprio corpo, a voz e a performance, traz seus poemas em uma apresentação lítero-musical que proporciona uma experiência sensorial e sinestésica única.
A artista foi a primeira slammer negra brasileira a lançar um disco nessa vertente. Com 10 faixas, o disco Mormaço é uma incursão mais profunda da poeta ao universo do spoken, reforçando o uso da palavra em um contexto musical e apresentando uma nova vertente da poeta.
Mel Duarte é escritora, poeta, slammer e produtora. Publicou os livros “Fragmentos Dispersos” (2013), “Negra Nua Crua” (2016, editora Ijumaa) traduzido para o espanhol “Negra Desnuda Cruda” (2018, ediciones ambulantes, Madrid, ES), “As bonecas da vó Maria” (2018, Itaú leia para uma criança), “Querem nos calar: Poemas para serem lidos em voz alta” (2019, Editora Planeta), “A descoberta de Adriel” (2020, Itaú leia para uma criança) e “Colmeia: Poemas reunidos” (2021. Ed Philos). Foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam (campeonato internacional de poesia falada)e a primeira slammer negra brasileira a lançar um disco de poesia falada, intitulado “Mormaço- Entre outras formas de calor”. Integrou durante quatro anos a coletiva Slam das Minas SP e em 2021 foi uma das finalistas do prêmio “Inspiradoras” do Instituto Avon e Universa Uol.
Dia 07/10, 18h30
Show “Clarianas 22”, do grupo Clarianas, formado por Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa
O show é um espetáculo feminino, que inicia com a força das curandeiras ancestrais, passando pelos encantamentos das cantorias de afeto e brinquedos populares, até desaguar em discursos mais contundentes sobre a realidade atual das mulheres periféricas. Tudo costurado com poesias e pequenas cenas que também remetem à Semana de 22 e ajudam na atmosfera do show, que além de poético, é muito dançante.
Clarianas é um grupo de cantadeiras urbanas que investiga a voz da mulher “ancestral” na música popular do Brasil. A voz é o fio condutor que revela um amplo universo sonoro, genuinamente brasileiro, que vai desde os Cânticos Indígenas aos Aboios Sertanejos, passando pelas Brincantes do Coco, Ladainhas do Catolicismo Popular, Sambas de Roda, Maracatus, Xotes, Rezas e Tambores Africanos. Com canções autorais que documentam o cotidiano da população periférica brasileira, em sua maioria negra, Clarianas carrega em seu bojo o canto-manifesto protagonizado pela fala feminina.
Edições Sesc
Há mais de 70 anos, o Sesc desenvolve ações culturais e de educação informal, acreditando na valorização das pessoas e promovendo o contato com expressões e modos de pensar, agir e sentir. Ações que são fundamentais para a efetiva formação do indivíduo e do cidadão, fundamentais para uma transformação social. Essa transformação está profundamente atrelada à democratização do acesso à cultura e à produção e difusão do conhecimento em suas mais diversas vertentes.
Para expandir o alcance de sua atuação, o Sesc São Paulo fundou sua própria editora, as Edições Sesc SP, responsável pela publicação de obras que compreendem uma diversidade temática nas áreas de cultura, artes, esportes, ciências sociais, educação, filosofia, terceira idade e história. Suas publicações são pensadas e produzidas em um longo processo de maturação e discussão, justamente por estarem envolvidas em projetos de amplo alcance.
O Estande das Edições Sesc está levando diversos títulos da editora e preços especiais. Com destaque para os títulos que seguem:
Mario de Andrade, epicentro: sociabilidade e correspondência no Grupo dos Cinco
“Trata-se de uma reconstrução dos primeiros passos do movimento modernista em São Paulo e da posição ocupada por Mário de Andrade naquele tabuleiro”, segundo a professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-Rio Maria Alice Rezende de Carvalho, que assina o texto da orelha deste livro “interessantíssimo”, superlativo amplamente usado para se falar do poeta, romancista, pianista, musicólogo, historiador, crítico de arte, pesquisador e gestor cultural Mário de Andrade.
Tarsila do Amaral, a modernista
Vanguardista, genial em seu ofício, Tarsila do Amaral, a modernista, da professora e ensaísta mineira Nádia Battella Gotlib, é um livro que resgata a trajetória libertária da artista. Nascida em Capivari- SP, em 1886 e morta em 1973, Tarsila que ainda adolescente pintou o seu primeiro quadro, seria em tempo breve personagem de movimentos artísticos que iriam promover a arte e a cultura nacionais a outro patamar.
Nordeste 1817: estruturas e argumentos e 1822: dimensões, o primeiro escrito e o segundo organizado por Carlos Guilherme Mota. Por conta do bicentenário da independência do Brasil e do centenário da Semana de Arte Moderna, as Edições Sesc São Paulo, sob o guarda-chuva do projeto institucional Diversos 22, tem se dedicado à publicação de títulos que refletem e discutem de forma crítica sobre estes acontecimentos.
Originalmente publicados pela Editora Perspectiva, estes dois volumes ganham novas edições. O livro Nordeste 1817, lançado inicialmente em 1971, agora está em sua 2ª edição revista e possui prefácio escrito pelo professor Antônio Jorge Siqueira, da Universidade Federal de Pernambuco. Nesta obra, Carlos Guilherme Mota recupera um dos mais notáveis episódios do Brasil Colonial, a Revolução Pernambucana, que teve um potencial de transformação muito maior do que a história oficial até então estaria disposta a lhe proporcionar.
Já a obra 1822: dimensões, organizada por Carlos Guilherme Mota e lançada em 1972, ganha sua 3ª edição com prefácio escrito pelo professor Francisco Alambert, da Universidade de São Paulo. Nesta coletânea de textos, divididas em três partes: “das dependências”, “das independências” e “bibliografia comentada”, os autores com seus diferentes olhares se detêm a compreender o processo de independência do país.
HQ: uma pequena história dos quadrinhos para uso das novas gerações
Partindo das origens orientais com os bophas, sacerdotes contadores de histórias que circulavam pela Índia desde o Século V a.C., passando pelas técnicas pioneiras de impressão e produção de papel dos chineses, até as criações do professor suíço, Rodolphe Töpffer. O livro narra as invenções e reinvenções que marcaram o desenvolvimento da linguagem dos quadrinhos.
O Funk na Batida; Baile, Rua e Parlamento
Cymrot usa como referência para falar do funk a teoria da rotulação social e a teoria crítica. Na introdução, o autor narra como, no ano de 2019, o funk alcançou a consagração internacional e o auge de popularidade enquanto a repressão policial levava à prisão alguns dos principais DJs e MCs e à morte nove jovens pisoteados em um baile na favela de Paraisópolis, em São Paulo. Divididos em três partes, – Funk e Espaço Público, Funk e Violência e Sexo, Drogas e Funk, os 31 subcapítulos do livro trazem um profundo mergulho nesse universo diverso e multifacetado, com subdivisões que, aos olhos de uma sociedade preconceituosa e um sistema de segurança pública idem, sãos jogadas juntas na vala comum da associação à violência e à criminalidade.