Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Festeiros pedem a doação de laranja e mamão verde para os doces caseiros da quermesse

A abóbora está comprada. Já o mamão e a laranja conhecida pelo azedume domado após trocas incansáveis e repetidas de água estão em falta para o preparo dos doces caseiros e tipicamente caipira que fazem a diferença no menu gastronômico da Festa do Divino Espírito Santo. O evento, um dos maiores da agenda popular e […]

Por O Diário
02/05/2023 10h53, Atualizado há 37 meses

A abóbora está comprada. Já o mamão e a laranja conhecida pelo azedume domado após trocas incansáveis e repetidas de água estão em falta para o preparo dos doces caseiros e tipicamente caipira que fazem a diferença no menu gastronômico da Festa do Divino Espírito Santo. O evento, um dos maiores da agenda popular e folclórica de Mogi das Cruzes começa em duas semanas, no próximo dia 18.

Foram infrutíferas as ligações feitas para antigos e conhecidos fornecedores de mamão e laranja em busca de atender um pedido das doceiras e doceiros do Divino, apelidados como abelhinhas e zangões por antigos festeiros. Esses voluntários deverão produzir 12 toneladas de doces para a venda nos 10 dias da quermesse deste 2023 que ficará conhecida por romper o deserto de três anos sem a agenda secular e social de festas dedicadas aos santos católicos.

O recesso forçado pela pandemia, afirma o festeiro Josmar Cassola, provocou uma situação, que outros organizadores já vinham enfrentando no passado – a falta de pés cultivados em casas, sítios e chácaras das duas frutas, que são a matéria prima da guloseima. “Nossos antigos fornecedores não têm mais os pés, ou, quando têm, o mamão ainda não está no ponto de colher”, diz, trazendo uma informação peculiar. O mamão imperial, que é vendido no mercado, não é o solicitado pelas doceiras.

A fruta de mercado não garante o ponto e o gosto esperados pelas doceiras. “A gente até comprou o mamão, mas elas dizem que a espécie vendida, não é a certa para o doce. Ele teria de ser, digamos, ‘selvagem’, colhido no quintal de casa ou sítio”, acrescentou o festeiro.

Há outro argumento para o fenômeno: a vida caipira anda sendo abafada cada vez pela vida da cidade, ainda que os pés sejam vistos em jardins e quintais.

No entanto, há uma redução do cultivo desses itens em moradias da zona rural, como na região da Serra do Itapeti, num processo semelhante ao que se confirma com a vinda de carros de bois da região sul de Minas Gerais para a participação na Entrada dos Palmitos (veja aqui).

Diante do sumiço da fruta para abastecer a cozinha da Casa da Festa, o jeito foi movimentar uma rede de conhecidos para conseguir os frutos necessários.

E haja fruta: o estoque saído dos tachos de abóbora deverá atingir a marca de 8 toneladas. A expectativa da organizaão é chegar a duas toneladas cada, dos doces de mamão e laranja. Esse é o total normalmente vendido nas noites da quermesse.

O preço da unidade ainda está sendo fechado, mas deve girar em torno de R$ 8. O total da venda dos produtos é repartido entre as entidades sociais participantes sendo que cerca de 25% de toda a arrecadação custeia a estrutura do evento, segundo afirma a Associação Pró-Festa do Divino.

Sitiantes e moradores de áreas rurais como Botujuru e Taiaçupeba começaram a enviar o ingrediente. 

De um sítio localizado no distrito de Taiaçupeba, às margens da represa, seis quilos de mamão foram doados pelo casal Minoru e Elisa Harumi Takagaki Sato à Festa do Divino.

Na propriedade de cultivo familiar de frutas, verduras e legumes, o mamão nasceu ao acaso e as unidades são colhidas, quando verdes, para compotas doces ou salada tailandesa. Maduros, quase nunca, porque acabam sendo iguaria para os muitos pássaros da região, segundo partilha Elisa.

O casal atendeu a um pedido de doação. “Resolvemos pedir ajuda às pessoas que tenham os pés de laranja e mamão”, conta Cassola, disponibilizando o telefone da Associação Pró-Festa do Divino, que nesses dias, passa a se chamar a “Casa da Festa”, para os contatos de interessados em doar – o número é 4790-6834, das 8 às 19 horas.

Quermesse

Após três anos sem a festividade, a quermesse começa a ser montada nesta segunda-feira. A expectativa dos festeiros é de atrair cerca de 150 mil pessoas durante todos os dias do evento que acontecerá de 18 a 28 deste mês, com a repetição de momentos de fé, religião e cultura popular, como a novena, alvorada, Entrada dos Palmitos e a quermesse, que terá shows e atrações variadas.

A Festa do Divino de Mogi das Cruzes é realizada pela Diocese de Mogi das Cruzes e a Associação Pró-Festa do Divino, mantida por ex-festeiros e devotos.

Mais noticias

Leitura, saúde mental e criatividade infantil são temas do Mais Diário deste sábado

Em clima de Copa do Mundo, Compartilha acompanha evento da TV Globo com Fábio Porchat

Diário Comunidade deste domingo aborda combate ao tabagismo

Veja Também