Festival Diversa celebra a arte das mulheres
Anote na agenda: este sábado, 26 de junho, é dia de intercâmbio cultural. E ainda de graça e online, sem sair de casa, a partir das 20 horas, pelo YouTube. Essa é a data e o horário de estreia do Festival Diversa, que apresenta a literatura e a música de artistas mulheres de Mogi das […]
22/06/2021 14h34, Atualizado há 61 meses
Anote na agenda: este sábado, 26 de junho, é dia de intercâmbio cultural. E ainda de graça e online, sem sair de casa, a partir das 20 horas, pelo YouTube. Essa é a data e o horário de estreia do Festival Diversa, que apresenta a literatura e a música de artistas mulheres de Mogi das Cruzes, São Paulo e Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Mesmo que a primeira versão do evento seja “nano”, com aproximadamente uma hora e meia de duração, a intenção é privilegiar “uma pluralidade cada vez maior de linguagens artísticas e de mulheres”. A primeira edição faz isso a partir de cinco apresentações: Cláudia Dantas, Marian Koshiba, Thalita Villa Nova, Renata Garcia, e Valéria Custódio, sendo esta última, assim como Marian, representante mogiana.
Entre as performances, há entrevistas gravadas, bate-papos sobre a história e a trajetória de cada uma das mulheres convidadas. Além disso, no domingo (27), haverá uma live no Instagram do projeto, já que a ideia é continuar fomentando a cultura nas redes sociais.
Produzido de maneira independente por três artistas mulheres e “cientes da necessidade de maior representação feminina na arte, do backstage ao palco”, o projeto contou com o apoio da produtora petropolitana ‘Salada de Frutas’ e da mogiana ‘Livre’, tendo sido gravado no ‘Estúdio The Moon’, também em Mogi.
Este é apenas o primeiro passo do trio organizador, que almeja fazer a agenda se tornar “referência nacional em eventos focados na arte da mulher brasileira, abrindo caminhos para que cada vez mais o conteúdo gerado por essas artistas receba mais espaço e divulgação para além das fronteiras de uma cidade ou estado”.
Para uma das organizadoras, a atriz e produtora executiva Renata Garcia, “em um universo predominantemente masculino, ter um festival voltado para a produção artística feminina em seus diversos segmentos” é “necessário e urgente”.
O ‘Diversa’ é, portanto, oportunidade para “dar visibilidade e reconhecimento a tantas mulheres que trabalham no cenário cultural em nosso país”, como ela afirma.
Já a cantora e compositora Valéria Custódio, que foi personagem de uma série de reportagens publicada no primeiro dia de 2021, quando O Diário mostrou que a sociedade deveria “ficar de olho” nela para este ano, mostra que o projeto é fruto de um “momento histórico e urgente”.
“As pessoas estão incertas e tristes sobre o futuro, então criar, fazer parte e ver nascer um projeto desse com tanta gente apoiando é um lampejo de luz dizendo: ‘É isso! Façam isso, a arte é o caminho, estamos juntas’. Não é tarefa fácil criar um festival feito por mulheres, o mundo te coloca empecilhos diversos, estruturais… Mas não desistimos”.
Quem completa estes pensamentos inspiradores é a escritora e também cantora e idealizadora do Diversa, Marian Koshiba. “Como mulher amarela, vejo não somente a importância de aumentar a representatividade da mulher na arte e na cultura, mas também contemplá-la em toda a sua pluralidade. Iniciativas como essa são urgentemente necessárias e importantíssimas para fomentar a arte das mulheres brasileiras”.