Juliana Rodrigues estreia “Hexapoema”, show que vai do jazz e samba à música indiana
Hexapoema, no olhar da autora da palavra, “poesia em forma de música”, é o nome do show instrumental dirigido e gestado desde o período da pandemia pela pianista mogiana Juliana Rodrigues e com estreia nesta quinta (29), no Theatro Vasques, em Mogi das Cruzes. Obras autorais da musicista desde os 7 anos e conhecida pela […]
27/06/2023 17h58, Atualizado há 35 meses
Hexapoema, no olhar da autora da palavra, “poesia em forma de música”, é o nome do show instrumental dirigido e gestado desde o período da pandemia pela pianista mogiana Juliana Rodrigues e com estreia nesta quinta (29), no Theatro Vasques, em Mogi das Cruzes. Obras autorais da musicista desde os 7 anos e conhecida pela carreira solo e por ser uma das integrantes do Dona da Rua serão interpretadas por seis músicos – ela, claro, no piano.
O espetáculo, conta Juliana Rodrigues, veio sendo alinhavado por experiências, viagens e composições escritas por ela no passado recente. A obra tem como marco temporal, o período atípico criado pela pandemia e suas consequências na vida das pessoas, sobretudo dos músicos e da cultura.
Seis músicos integram o Hexapoema, que propõe ao público uma viagem por estéticas que vão da “música brasileira, jazz, música oriental e outros estilos”.
Além da canções autorais de Juliana, que dirige o espetáculo, coube no programa espaço para um samba de Arlindo Cruz e Sombrinha, conhecido pela interpretação de Ivone Lara, diva do samba brasileiro festejada no ano passado pelo centenário de nascimento, e a pianista americana Geri Allen [1957-2017].
Por falar em conteúdo, Juliana promete petisco-surpresa, como a música Hindustani, que é indiana, e é referência de recente viagem feita por ela.
A pianista promete arranjos inusitados, uma marca do seu trabalho reconhecido na obra composta três discos (Vive, foi destaque na agenda da artista no ano passado, em Mogi das Cruzes), e a improvisação no palco.
Subir no tablado do Theatro Vasques, ainda nesse tempo de ressaca deixado pela pandemia, é motivo de alegria para Juliana. Não à toa. Planejar, dirigir, compor e reunir um grupo de músicos com vida solo, em um projeto independente, como em qualquer outro feito artístico, reflete ela, não é algo simples que envolve logística desde o encontro de um espaço adequado. No segmento instrumental, que possui um público específico, esse fazer se torna mais raro.
A pianista comenta, ainda, que apesar de formação do público para a música sem uma cantora ou cantor à frente ser lida em construção no Brasil, ela costuma se surpreender, positivamente, com os efeitos sentidos por pessoas pouco afeitas ou que nunca um instrumental-raiz. “As pessoas se surpreendem porque estão acostumados a acompanhar a palavra da música. Porém, o som instrumental provoca sentimentos e sensações a quem ouve”, afirma, com mais de 25 anos de experiência como pianista.
O espetáculo, então, será instrumental. Além de Juliana Rodrigues, que foi aluna da professora Helenice Massaro, estão a seu lado
Beatriz Lima(baixo), Nicolly Sousa (trompete), Landão Jessé (percussão),
Luiz Gustavo Rocha (bateria) e Thomaz Souza (saxofone).
Importante anotar que o projeto é um trabalho totalmente independente, sem patrocínio ou fomento cultural – o que amplifica a importância da venda de ingressos e da arrecadação de apoios que está sendo feita pela pianista junto a amigos.
Para inspirar o público, dê uma conferida na obra da artista disponível no Linktree (aqui).
Os ingressos estão à venda no Sympla e custam R$ 10 (primeiro lote) e R$ 15 (segundo lote) – acesse aqui para comprar.
Hexapoema – Com a pianista Juliana Rodrigues e grupo
Quinta-feira (29)
Theatro Vasques
Rua Doutor Corrêa, 515 Centro
Mogi das Cruzes, SP