Músico mogiano Henrique Abib morre aos 65 anos
O músico mogiano Henrique Abib Nepomuceno faleceu na manhã desta quarta-feira (5), aos 65 anos completados em maio passado. Pai de Mariana, Lívia e Arthur (filhos do primeiro casamento, com Clicia), avô de João Pedro, e marido de Denise Benante, o mogiano deixa órfãos amigos, músicos e a cultura mogiana. O velório terá início às […]
05/07/2023 13h14, Atualizado há 35 meses
O músico mogiano Henrique Abib Nepomuceno faleceu na manhã desta quarta-feira (5), aos 65 anos completados em maio passado. Pai de Mariana, Lívia e Arthur (filhos do primeiro casamento, com Clicia), avô de João Pedro, e marido de Denise Benante, o mogiano deixa órfãos amigos, músicos e a cultura mogiana.
O velório terá início às 20 horas desta quarta-feira na sala 3 do Velório Cristo Redentor. O sepultamento será às 11h desta quinta (6), no Cemitério São Salvador.
Nos últimos meses, o câncer desafiou o artista conhecido por frequentar a noite mogiana e compor canções e sambas belíssimos com narrativas bem estruturadas e poéticas sobre a vida, o amor, o desamor, e temas caros a quem tinha (e defendia) como visão de sociedade e mundo a igualdade e a liberdade.
Há alguns dias, o agravamento de suas condições físicas o levou ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar.
Numa ação coletiva, amigos gravaram o CD “Meu Quintal”, o último de autoria de Henrique Abib, e que será disponibilizado nos próximos dias em plataformas musicais, na internet.
Outras obras de sua autoria são os discos “O Filho do Quilombo”, “O que Min’Alma Velha Guarda” e “Teu Nome”.
O projeto do mais novo trabalho produzido por meio de fomento público estava pronto e esperava ocasião para a reunião de cantores e músicos no Emam (Estúdio Municipal de Áudio e Música), como conta reportagem do jornalista Darwin Valente publicada em O Diário (veja aqui).
A ideia dos amigos era concluir a gravação como uma homenagem a Henrique Abib, que trabalhou em empresas como O Diário e a Universidade de Mogi das Cruzes, sempre no setor administrativo, além da AGMC (Armazéns Gerais de Mogi das Cruzes), e dos bancos Mercantil e Mercantil do Brasil.
Com um grande escopo cultural e intelectual e amante da música popular brasileira, Henrique Abib fez parte da produção cultural mogiana nas últimas décadas, acolhendo novos talentos e fidelizando antigos amigos. Também escreveu artigos publicados em O Diário.
Era um frequentador da noite, da boemia, dos bares da cidade. Um observador e incentivador atento aos territórios culturais da cidade que se cotizaram, ao longo dos anos,por formar o público, despertar e lapidar talentos locais (e receber artistas de outras praças), enfim, a moldar e criar a identidade da cultura mogiana.
De família tradicional da cidade, Henrique Abib era filho de Milton Nepomuceno e da professora Maria de Lourdes Abib Nepomuceno e neto do comerciante Felipe Abib e da professora Martha Andere, por parte de mãe, e de Benedita Amélia e José Nepomuceno da Silva, pelo lado do pai.
Henrique também deixa os irmãos Maria Isabel, Maria Regina, Milton e Fábio.
* Matéria atualizada para a inclusão de dados sobre o sepultamento às 17h16.