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Teatro: grupo Contadores de Mentira, de Suzano, revela planos para 2023

O grupo Contadores de Mentira, de Suzano, começa 2023 com energia total. No primeiro fim de semana do ano, recebeu, em parceria com o Sesc Mogi, workshop do ator peruano Augusto Casa Franca, da formação Yuyachkani, que há 50 anos produz e difunde teatro pelo mundo. E outras novidades vem por aí. “Temos previsto pra […]

Por O Diário
10/01/2023 16h57, Atualizado há 41 meses

O grupo Contadores de Mentira, de Suzano, começa 2023 com energia total. No primeiro fim de semana do ano, recebeu, em parceria com o Sesc Mogi, workshop do ator peruano Augusto Casa Franca, da formação Yuyachkani, que há 50 anos produz e difunde teatro pelo mundo. E outras novidades vem por aí.

“Temos previsto pra 2023 a estreia de duas novas obras no primeiro semestre, e a retomada de outra no segundo. Este ano também pretendemos realizar um projeto de festejo dos 15 anos de nossa obra mais antiga em circulação, ‘Curra – temperos sobre Medéia’. Também faremos em nossa sede uma residência artística internacional, e outras ações formativas curtas”, detalha a atriz e gestora Daniele Santana.

Além de tudo isso, a trupe ainda revela novos convites para apresentações fora do estado e no Interior de São Paulo nesses primeiros meses do ano, e também para outras ações internacionais. Vale lembrar que, em setembro último, o grupo esteve na Espanha.

“Estamos esperançosos para 2023, acreditamos que novos e melhores programas de política pública cultural serão desenvolvidos em nível federal, esperamos que no Estado e município possamos encontrar um diálogo horizontal e construtivo também. E claro, queremos seguir criando e elaborando o futuro, e ampliando a existência de nossa sede, esse ponto brasileiro, latino, mundial, teatral e cultural de encontro”, resume Daniele Santana, sobre as expectativas.

Ainda neste tema, ela acredita que “a retomada do ministério da cultura será um marco para a retomada do crescimento e fortalecimento da arte e da cultura no país”.

“Os quatro anos que passamos sem o ministério e sem investimentos na área da cultura foram devastadores. Muitos espaços, grupos e coletivos artísticos e culturais tiveram que interromper seus fazeres, além do descaso e desrespeito ao nosso modo de produção e de existência”, finaliza ela.

 

Balanço de 2022

O Teatro Contadores de Mentira reabriu em março de 2022, após três anos de construção de uma sede própria, erguida com a força e o suor dos integrantes do grupo. Neste endereço (rua Maria de Lourdes M. Vieira, 42, no Parque Maria Helena, em Suzano), foram realizadas, de março à dezembro, 34 atividades abertas ao público, entre elas ensaios, reuniões, 
aulas, treinamentos, visitas e rodas de conversa.

“Fomos um dos poucos na região que conseguiram manter uma sede aberta e em funcionamento ao público, e somente em 2022 recebemos cerca de 1.500 pessoas entre março e dezembro”, detalha Daniele, que continua.

“Toda ação cultural coletiva está em constante risco de desaparecer. E nessa sociedade tão estimulada ao individualismo, seguir criando encontros já é um ato revolucionário. Há 27 anos fazemos teatro porque queremos nos encontrar com pessoas, e nessa natureza sonhamos e concretizamos esta tão utópica casa”.

Além das atividades na sede, os Contadores de Mentira comemoram 2022 enquanto um ano “de muita circulação”. Eles estiveram em muitas cidades, conheceram muitas pessoas e lugares e promoveram em todos estes espaços a “trans-formação em arte”.

“No eixo de formação, por exemplo, foram mais de 350 pessoas com as que tivemos a alegria desafiante de partilhar nossos conceitos, nossas práticas e nosso devir”, continua a atriz e gestora.

Ao todo, somando as atividades “em casa” e as realizadas “fora”, são 57 ações no último ano, entre apresentações, oficinas, palestras, rodas de conversa, demonstrações técnicas de trabalho, ensaios, treinamentos, estudos em grupo, reuniões de planejamento, produção e gestão.

Somado a este trabalho está o fortalecimento da relação internacional “com várias instituições e grupos ao redor do mundo”.

“Foi nesse transbordar de rotas que fortalecemos nossa convicção no teatro de grupo, nosso encantamento por nossa própria cultura, e aprendemos muito sobre respeito, dedicação, entrega, rupturas, transformação e partilha. Nosso corpo transfronteiriço celebra o espírito mambembe dos/as artistas de Teatro pelo mundo. Agradecemos muito a cada país/comunidade que nos deu acolhida nesse ano e nesses anos todos, como Equador, Argentina, México, Paraguai, Uruguai, Cuba, Dinamarca, Venezuela, Espanha, Colômbia, Peru”, conclui Daniele. 

RELEMBRE: Em 2021, Contadores de Mentira dão um passo para cada pessoa morta por Covid no Brasil

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