Mais quatro empresas chegam à Agência de Fomento Empresarial
Conquista que o diretor executivo da AGFE, Claudio Costa, salientou em números: aproximadamente R$ 260 milhões em faturamento, 180 mil empregos, sendo 44 mil deles no Alto Tietê
17/06/2023 07h38, Atualizado há 26 meses
Mercado de trabalho | Reprodução/Freepik
A Agência de Fomento Empresarial (AGFE) do Alto Tietê celebrou nesta semana a chegada de mais quatro empresas associadas. O evento de recepção foi na noite da última quinta-feira, com um jantar na Offer, em Mogi das Cruzes, em que os representantes da rede do Supermercados Alabarce, do Instituto Mogiano de Traumatologia (Imot), da indústria de papel e celulose Suzano, e da também indústria, mas de autopeças, Tecnocurvas, foram apresentados aos demais associados. Com isso, em um ano e oito meses de atividades, a AGFE atinge a marca de 31 grandes corporações regionais, somando força para o desenvolvimento socioeconômico.
Conquista que o diretor executivo da AGFE, Claudio Costa, salientou em números: aproximadamente R$ 260 milhões em faturamento, 180 mil empregos, sendo 44 mil deles no Alto Tietê. “Quando a gente pensa na economia regional, potencializa para que toda a renda que entra na cidade, que ela circule mais e mais nas empresas do município. A gente tem o entendimento que essas empresas gerem negócios entre elas. É muito importante que todos tenham um empenho em comum pra fazer projetos mais robustos e impactantes”, destacou.
O encontro contou com a presença de cerca de 50 empresários e representantes comerciais das organizações. Eles assistiram a uma apresentação dos últimos resultados da AGFE, as demandas regionais e também foram informados, na ocasião, sobre a primeira edição do Fórum Econômico e de Sustentabilidade, a ser realizado no mês de setembro ou outubro, no Club Med. Os associados deverão contar com palestras de grandes nomes do mercado brasileiro, bem como do Poder Executivo estadual e nacional.
As novas empresas
Genuinamente mogiana, a rede de supermercados Alabarce nasceu e se mantém em Mogi das Cruzes desde 1994. O grupo conta com cinco lojas em funcionamento e três mil colaboradores diretos. Só nos últimos 10 anos, o grupo investiu R$ 250 milhões em Mogi. Inclusive, a sexta loja da marca deverá abrir em breve, no distrito de César de Sousa.
“Uma iniciativa muito bem formatada, que a gente acha muito importante, porque se a cidade se unir e tentar bolar novos negócios, é isso que a gente precisa. A gente fica muito feliz de entrar para a AGFE neste momento”, destacou Ronaldo Alabarce, diretor da rede.
Referência em ortopedia e traumatologia, o IMOT foi fundado em 1976 e hoje conta com mais de 150 colaboradores. A decisão de entrar para o grupo de empresas veio após o diretor administrativo, Alexandre Nogueira Ribeiro de Andrade, ler em uma publicação deste jornal sobre a união dos empresários na Agência de Fomento..
“A AGFE prestigia os empresários e as empresas de Mogi das Cruzes, que é uma coisa que faltava na cidade: Mogi olhar para as empresas de Mogi. É uma maneira de agregar as empresas grandes para trazer benefícios para a própria cidade. São diversos segmento que, de alguma maneira, se comunicam entre si”, pontuou.
Com mais de 35 mil colaboradores, em 11 unidades industriais e a capacidade de produzir 10,9 milhões de toneladas de celulose por ano, a Suzano está presente na vida de mais de dois bilhões de pessoas no mundo. O consultor de Desenvolvimento Social da Suzano, Adriano Silva Martins, pontou que a empresa vê na participação na AGFE a possibilidade de conectar empresas e os servidores. Não só os CNPJS, mas também os CPFs atrelados a cada uma delas. “A gente pode desenvolver cadeias produtivas: fomentar, talvez, uma agricultura familiar para que o produtor forneça diretamente para os restaurantes dessas grandes empresas. A empresa tem um compromisso social de, até 2030, tirar 200 mil pessoas da linha de pobreza, por meio do acesso ao emprego, redes de abastecimento e o empreendedorismo. A participação na AGFE deve contribuir para esses resultados”.
Em 30 de abril deste ano, a TecnoCurvas completou 50 anos de fundação. A planta de Mogi conta com 25 mil m², que emprega 610 colaboradores, divididos entre 490 na produção e 120 no administrativo. Fabricante de conjuntos tubulares dobrados e soldados e peças estampadas, a empresa fornece para grandes marcas, como Volkswagem, Volvo, Scania, Mercedes Benz, Iveco, entre outras.
Reforma Tributária
O encontro contou ainda com uma palestra sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, que está em debate no cenário político. Foram convidados para a mesa o juiz federal Paulo Leandro Silva e o deputado federal pelo PSD, Marco Bertaiolli.
O magistrado lembrou que a PEC está em uma fase muito importante, que é a de construção e, apesar de ser um assunto bastante técnico, a discussão pelos principais atores pode contribuir para um texto que atenda as expectativas tanto da população quanto do empresariado. “O direito tributário está na vida de todo mundo, ao comprar um café já se paga imposto. A maioria deles hoje incide sobre consumo. Eu vejo que essa PEC que está sendo apresentada, reforça essa ideia da manutenção de imposto sobre consumo, o que acaba onerando os mais pobres”, salientou.
Por sua vez, o deputado Bertaiolli destacou que é importante construir um consenso com os empreendedores e explicar as mudanças que estão sendo propostas. “O meu posicionamento é muito claro. Não há hipótese de votar qualquer aumento de carga tributária ou alíquota de carga tributária dentro do âmbito desta reforma que está sendo proposta. Um ponto básico é: não ao aumento de impostos no Brasil”, enfatizou.