MGITECH inova em soluções tecnológicas em Mogi
Com 30 anos no mercado de tecnologia e oferecendo soluções integradas de mobilidade que conectam o mundo físico ao digital, a MGITECH nasceu em Suzano, em setembro de 1991, e está em Mogi das Cruzes desde 2017, tem escritório em Miami, nos Estados Unidos, e centro de distribuição no Espírito Santo. A empresa, que conquistou […]
05/02/2022 08h17, Atualizado há 55 meses
Com 30 anos no mercado de tecnologia e oferecendo soluções integradas de mobilidade que conectam o mundo físico ao digital, a MGITECH nasceu em Suzano, em setembro de 1991, e está em Mogi das Cruzes desde 2017, tem escritório em Miami, nos Estados Unidos, e centro de distribuição no Espírito Santo. A empresa, que conquistou a certificação GPTW – Great Place to Work (Excelente Lugar para Trabalhar), também fornece soluções para parceiros na América Latina e possui dois centros autorizados Apple – um em Mogi e outro em parceria com a Fast Shop, no Shopping Ibirapuera, na capital paulista. Na entrevista a O Diário, o CEO da empresa, Tiago De Sordi Ferreira, sócio-fundador da Agência de Fomento Empresarial (AGFE), revela planos e fala do mercado atual:
Quais os diferenciais da empresa?
A MGITECH é um distribuidor de valor agregado de tecnologia e nosso diferencial é que agregamos camada de valor ao processo de distribuição tradicional. Auxiliamos nossos parceiros e clientes na construção de soluções, temos um portfólio amplo, ofertamos serviços, além de equipamentos, e adicionamos esta camada de serviços de sustentação, que muitas vezes não é provida em sua totalidade pelos fabricantes da forma que os clientes necessitam. Temos três pilares neste processo: o portfólio mais completo, que permite a criação de soluções de tecnologia de coleta e acesso de dados em campo, dentro da nossa especialização; a camada de serviços que agregamos e adicionamos aos já existentes para trazer melhor sustentação das soluções; e o elevado nível de especialização neste universo em que atuamos. Não somos uma empresa que trabalha de forma transacional, mas sim especializada.
Quais as soluções de tecnologia ofertadas?
Nós provemos tecnologias para trabalhadores de campo da linha de frente para acessar e coletar informações em campo. Trabalhamos com tablets, smartphones, óculos de realidade aumentada, leitores de código de barras, entre outros. Hoje, todo mundo precisa estar conectado e, diferente dos nossos aparelhos pessoais de conexão que precisamos para falar com as pessoas, responder e-mails e usar o Waze, para as pessoas que trabalham na linha de frente, estas são ferramentas cruciais na execução do trabalho. Por exemplo, a viatura de uma empresa de energia, que possui um tablet para atender as ordens de serviço quando há problema de energia. Este equipamento vai permitir abrir a ordem de serviço, acessar as informações e prestar o serviço necessário. Outro tipo de solução são os totens de autoatendimento, como os do Hipermercado D’avó, para as pessoas que vão pagar o cartão de crédito do próprio D’avó, uma solução oferecida com uma fintech parceira. Há também os óculos de realidade aumentada usados, por exemplo, quando alguém precisa fazer a manutenção de uma máquina na indústria e não tem o devido conhecimento da especificidade do processo. Ela abre uma chamada direta com um especialista que pode estar em qualquer lugar do mundo, um engenheiro que fica na Europa, por exemplo, que vai auxiliá-la neste processo remotamente de forma rápida e tranquila.
A MGITECH está presente em quais países?
Hoje, o escritório, todo nosso time e a parte de serviços ficam em Mogi, o Espírito Santo concentra 90% do processo de distribuição, como um armazém, e o escritório em Miami, nos Estados Unidos, suporta o processo dos produtos que importamos, porque os fabricantes não estão no Brasil. Também fornecemos soluções para parceiros da América Latina.
A empresa foi fundada em Suzano. Por que a mudança para Mogi?
Nós nos mudamos para Mogi por conta do ambiente de negócios favorável e do desenvolvimento que a cidade apresentou nos últimos anos. Foi uma decisão olhando muito este crescimento da cidade, que está ligado ao que esperávamos desenvolver em um ambiente mais estruturado para negócios.
Há plano de investimentos?
Estamos crescendo mais de 30% ao ano na última década, então, em termos de investimentos em estrutura, como distribuímos e não fabricamos, isso é muito voltado ao capital humano. Temos investido no time, buscado qualificar e ter profissionais cada vez mais qualificados, que é o grande diferencial do nosso negócio. A principal tecnologia na qual temos investido bastante é a nossa plataforma de inteligência artificial para gerar insights dos negócios dos clientes. Nosso principal projeto é o time de cientistas de dados que estamos montando, com dificuldade, porque é uma profissão escassa no Brasil e, em Mogi não temos curso ou estrutura voltada para este tipo de profissional.. Na empresa, a maior parte dos gestores é de fora de Mogi e temos muitos profissionais que formamos aqui. Contratamos pessoas com menos experiência, buscamos trabalhar as competências comportamentais e capacitar as competências técnicas. Isso atrasa um pouco o processo de desenvolvimento da empresa, mas por outro lado, garantimos que trazemos as pessoas que acreditamos que são as corretas para trabalhar na MGITECH. No nosso negócio, dado o dinamismo, mercado de tecnologia, a velocidade e necessidade de criação de soluções para acompanhar as mudanças, é um desafio muito grande montar um time que consiga acompanhar a mesma velocidade com que o mercado tem evoluído. Além disso, como trabalhamos com tecnologia e temos muito acesso a equipamentos como tablets e smartphones, estamos estruturando um programa social e pretendemos doar tablets e smartphones que retornem dos clientes a crianças da região, a fim de ajudar, principalmente, nos estudos que se tornaram mais remotos. Fizemos uma ação desta no ano passado, com nossa fundação, e a ideia agora é estruturar e fazer deste um programa constante da MGITECH para crianças da região, com objetivo de aumentar a inclusão digital, principalmente para habilitá-las no acesso à educação digital, que está cada vez mais presente.
E as principais dificuldades do mercado atual?
Olhando de forma macro, o grande desafio em 2022 é a pressão por custos. De um lado, os custos subiram para todo mundo e de outro, as empresas estão tentando cortar o máximo de custos possível. Isso pressiona muito as nossas despesas e margem. Outro ponto de grande desafio é a parte de suprimentos globais, porque faltam componentes, eles têm aumento de preço, então conseguir manter, atender as demandas de entrega e se programar para isso é também um desafio de 2022.
Há perspectivas positivas?
Acredito que teremos um desafio grande nos primeiros seis meses do ano e, provavelmente, o segundo semestre deva melhorar. Do nosso lado, vem crise e passa crise, temos crescido e conseguido nos fortalecer porque, no nosso negócio, como simplificamos o trabalho das pessoas, quando se tem um ciclo positivo, as empresas investem para investir mais, e quando se tem um ciclo de rescisão, as empresas precisam aperfeiçoar os processos e melhorar suas formas de trabalhar e, assim, investem mais em tecnologia. Nossa perspectiva continua sendo positiva, contratando, aumentando o nível dos profissionais e cada vez mais buscando profissionais mais qualificados na empresa e o grande desafio, com certeza, será a questão de margem de resultados.
Qual a importância da certificação Excelente Lugar para Trabalhar, recebida em dezembro?
Este é um trabalho que já começamos, porque os principais investimentos que fazemos são as pessoas. O nosso negócio tem grande complexidade e o crescimento da MGITECH é reflexo e produto do crescimento e desenvolvimento das pessoas que trabalham aqui. Por isso que, participar, direcionar e trabalhar no desenvolvimento das pessoas é o que garante o sucesso do nosso negócio. Mesmo com os desafios, somos uma empresa de complexidade e exigências muito altas. Este reconhecimento mostra que estamos no caminho certo e que o principal diferencial da empresa são as pessoas que fazem a MGITECH, uma empresa de sócios acionais da região e construída por todos nós. Esta certificação é consequência do trabalho que fazemos, que reflete e corrobora que estamos agindo certo em olhando muito para as pessoas. Antes da pandemia, em 2020, tínhamos como objetivo nos tornar uma empresa ‘planetocêntrica’, com o cliente no centro das decisões. Quando veio a pandemia, com toda esta incerteza, insegurança e todo mundo muito assustando, tanto em termos de saúde como em emprego, adotamos o processo de ter uma rotina de realização de uma lives às sextas-feiras para todos da empresa conversarem, falarem sobre todo tipo de coisa, dizer o que estava acontecendo, o que estava indo bem ou não, o que íamos fazer, qual a estratégia, e isso nos fez olhar muito para as pessoas. Viramos uma empresa ‘pessoacêntrica’, colocando-as no centro da nossa discussão e atenção. Apesar de termos começado este processo antes, este momento da pandemia talvez tenha sido o principal desafio que conseguimos passar, olhando como empresa, de uma maneira sem grandes impactos durante toda a pandemia. Isso acelerou este processo de cada vez mais olhar e pensar nas pessoas, que nos impulsiona e traz realmente diferencial para nós.
Qual a importância da AGFE?
Na verdade, as demandas das empresas são muito parecidas e a organização era desestruturada. A AGFE tem papel importante para nos ajudar a estruturar as demandas e trabalhar de forma conjunta no propósito de fomento, não só empresarial, mas também da região. O que eu mais conecto com a AGFE é que todos os participantes olham as empresas não só como negócio e sim como a responsabilidade social das empresas perante a região. Sempre conversamos muito sobre isso, que é forte entre os nossos sócios da MGITECH. Todos temos este DNA na empresa, temos uma fundação desde 2006, e vemos que conseguimos com a AGFE, direcionar melhor as nossas agendas não só das empresas, como também do desenvolvimento social da região, que vai nos ajudar a desenvolver diretamente as empresas.