Com casos de Covid, Escola Galdino Pinheiro Franco, de Mogi, tem aulas suspensas
Casos positivos de Covid-19 fizeram com que a Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, determinasse a suspensão das aulas presenciais na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas. No local, após vistoria na última sexta-feira (17), as autoridades sanitárias identificaram “problemas estruturais que […]
21/09/2021 13h39, Atualizado há 59 meses
Casos positivos de Covid-19 fizeram com que a Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, determinasse a suspensão das aulas presenciais na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas. No local, após vistoria na última sexta-feira (17), as autoridades sanitárias identificaram “problemas estruturais que impedem a correta higienização da unidade na prevenção e combate à pandemia”.
E esta é apenas uma das unidades de ensino que tiveram casos do novo coronavírus nos últimos dias. Além das escolas estaduais, a administração municipal confirma testes positivos em “profissionais e alunos que frequentam a rede pública municipal”.
Na rede municipal nenhum endereço foi fechado, já que “em nenhum dos casos a Vigilância constatou que a contaminação ocorreu dentro das escolas – de fato, nenhum caso de surto foi registrado”. Essa informação, no entanto, não ameniza o quadro.
Na semana passada, O Diário mostrou que, pelo menos, quatro escolas estaduais de Mogi registram casos de Covid-19. São elas: Escola Estadual Maestro Antônio Marmora Filho, no Conjunto Residencial Nova Bertioga, Koheiji Adachi, no Jardim Santos Dumont I; Antônio Olegario dos Santos Cardoso; e Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas. A direção deste último endereço foi orientada sobre os ajustes necessários para liberação das atividades presenciais.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirma que outras várias escolas têm ou tiveram casos de coronavírus recentemente. O órgão diz solicitar apoio à Diretoria de Ensino, mas recebe apenas respostas protocolares.
Embora tenha confirmado a realização da referida vistoria, por “questões éticas” a Secretaria Municipal de Saúde não informou o nome das escolas verificadas na última sexta-feira (17). Como o assunto é de interesse público, a reportagem de O Diário procurou a Apeoesp, que reconhece vistorias na já citada Galdino Pinheiro Franco e também na Euclydes de Jesus Zerbini.
A sede desta última unidade fica no Jardim Margarida. Mas como o endereço original está em reforma, os alunos tem sido atendidos dentro do prédio da Galdino, em Braz Cubas, onde há 648 alunos matriculados e funcionava o sistema de revezamento semanal. O relato é de três casos positivos entre os professores.
Como afirma ter checado a situação de duas escolas, aparentemente a prefeitura considera a Euclydes, ainda que incorporada à outro local, como um ponto independente.
Isso porque a administração municipal informa que outra unidade estadual também foi visitada e, “apesar do registro de casos, nenhuma orientação foi necessária porque professores e alunos que tiveram contatos já estariam “online” nessa semana, por conta do sistema de revezamento, e o grupo que participaria das aulas presenciais não teve qualquer contato com os infectados”.
Ainda de acordo com a prefeitura, novos casos continuam a ser registrados tanto nas escolas públicas quanto nas particulares. As notificações chegam diariamente e são analisadas caso a caso. Na maioria das vezes, a própria direção escolar toma as providências de acordo com os protocolos e não há necessidade de qualquer intervenção.
Falando em protocolo, um documento disponível para consulta no site de Mogi das Cruzes “estabelece os procedimentos quando há casos confirmados ou suspeitos de Covid-19 nas unidades escolares”.
A Vigilância Sanitária só realiza vistorias caso seja detectado que a escola não tomou as providências necessárias ou se existem situações que gerem dúvidas ou que precisam ser checadas no local. Nas investigações, as autoridades estão apurando que a maioria dos casos têm origem fora da escola, em situações diversas como viagens, festas ou caronas.
Em relação ao assunto, a Secretaria Municipal de Educação informou que a Prefeitura confirma que foram registrados casos de Covid em profissionais e alunos que frequentam a rede pública municipal. Contudo, em nenhum dos casos, a Vigilância constatou que a contaminação ocorreu dentro das escolas – de fato, nenhum caso de surto foi registrado. As unidades escolares da rede municipal de ensino têm seguido rigorosamente os protocolos sanitários. A pasta ressalta ainda que o mesmo cuidado deve ser adotado fora do ambiente escolar.
A direção da escola foi orientada sobre os ajustes necessários para liberação das atividades presenciais.