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Com taxa de ocupação de leitos para Covid em 62% em Mogi, uso de leitos pode ser reavaliado

Com taxas de ocupação abaixo de 75% em parte dos últimos dias e o rejuvenescimento das faixas etárias atendidas com a vacinação, administradores hospitalares começam a planejar a volta das cirurgias eletivas. A situação ainda exige a manutenção dos protocolos, como a não aglomeração, aumento dos testes, e os cuidados pessoais com o uso de […]

Por O Diário
29/06/2021 16h25, Atualizado há 62 meses

Com taxas de ocupação abaixo de 75% em parte dos últimos dias e o rejuvenescimento das faixas etárias atendidas com a vacinação, administradores hospitalares começam a planejar a volta das cirurgias eletivas. A situação ainda exige a manutenção dos protocolos, como a não aglomeração, aumento dos testes, e os cuidados pessoais com o uso de álcool e máscaras, mas gestores já começam a desenvolver os protocolos de segurança para a volta das cirurgias eletivas, suspensas desde meados deste primeiro semestre.

No domingo (27). a taxa de ocupação dos 404 leitos públicos e privados de enfermaria e de UTI em Mogi das Cruzes era de 62%, segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. No dia seguinte, o índice pouco alterou.

No domingo, nos leitos de terapia intensiva, o índice na rede pública e privada de ocupação formada por 164 vagas, era de 106  utilizados, ou 65%. Já nos 240 de enfermaria, 146 estavam com pacientes, ou seja, 58%. Na segunda-feira, na enfermaria, o índice era de 55,8%, na UTI, 65,1%.

Na rede pública, que atende a maior parte da população, nesses dois setores, a ocupação era de 81 das 120 camas em uso em UTIs, 98 pessoas internadas em enfermaria. A capacidade, nesse caso, é de 192 vagas..

Diariamente, esses dados são atualizados pela Prefeitura (confira aqui)

O ex-secretário municipal de Saúde, Marcello (Teo) Cusatis, um dos diretores do Hospital Santa Maria, de Suzano, afirmou que a tendência é que menos pessoas acima dos 45 anos, a partir da aplicação da primeira dose, necessitem dos leitos hospitalares por causa da Covid. E, isso, abre espaço, para o planejamento da volta das cirurgias eletivas, e também dos serviços de diagnostico e tratamento eletivo, para reduzir um grave cenário: o aumento de outras patologias em áreas que vão das doenças renais, cancerígenas, cardíacas, ortopédicas, e outras.

“A paralisia das cirurgias eletivas oferece um prejuízo muito grave para a saúde das pessoas”, reforça ele.

O desenvolvimento de protocolos, como os testes feitos a dois dias das cirurgias no paciente e nas equipes dos hospitais, são necessários neste atual estágio da pandemia, quando a tendência é de se registrar casos da doença, entre a população mais jovem  (mas, com previsão de vacina nos próximos meses).

Cusatis embra que as pessoas que estavam  mais expostas aos vírus, os maiores de 40 anos que continuaram trabalhando, utilizando os serviços públicos, etc. começam a ser imunizados. “Ainda não é em um ritmo ideal, mas vamos sentir o impacto desse início de vacinação”, afirma.

Isso, aliado à manutenção dos cuidados preventivos, na opinião dele, pode controlar o surgimento de nova alta de casos.

Apesar disso, os hospitais ainda não estão aptos á retomada das cirurgias eletivas. Na cidade, a população conta com os centros cirúrgicos da rede particular e pública (Santa Casa, Luzia de Pinho Melo, e o Municipal de Braz Cubas, este último, totalmente dedicado à Covid, desde o ano passado).

 

 

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