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Grêmios escolares podem receber R$ 11 mil para combater a discriminação na escola

Por meio do Via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Grêmios, o governo estadual deverá liberar  R$ 60 milhões para investimentos em projetos e ações para recuperação de aprendizagem, busca ativa, além de promover a diversidade e combater a discriminação nas escolas estaduais. Os recursos serão repassados aos grêmios, e escolas que não possuem esses […]

Por O Diário
28/02/2022 13h40, Atualizado há 54 meses

Por meio do Via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Grêmios, o governo estadual deverá liberar  R$ 60 milhões para investimentos em projetos e ações para recuperação de aprendizagem, busca ativa, além de promover a diversidade e combater a discriminação nas escolas estaduais. Os recursos serão repassados aos grêmios, e escolas que não possuem esses grupos, são incentivadas a criá-los.

Anunciado durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o repasse garante “autonomia e protagonismo aos estudantes, inclusive no sentimento de pertencimento da juventude na rotina escolar”.

O programa é divulgado em meio a situações como a denúncias de transfobia em escolas. Em Mogi das Cruzes, um caso ocorrido na escola Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas, ganhou repercussão semanas atrás. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o uso do recurso deverá ser idealizado no plano de aplicação financeira do PDDE Manutenção de cada unidade, com participação ativa estudantil. Na prática, os alunos também vão sugerir e alinhar projetos relacionados a temas atuais e urgentes, como Gênero, Pessoas com Deficiência, População LGBTIQA+, Bullying e Cyberbullying, Origens Étnico-raciais e Orientação Religiosa.

Atualmente, a rede estadual conta com, aproximadamente, 4,9 mil grêmios estudantis.
 
O valor médio a ser repassado por escola é de R$ 11,5 mil, e será ampliado conforme a quantidade de matrículas, em diferentes escalas: R$8 mil, R$11,2, R$14 mil, R$15,8 mil e R$ 18 mil, que variam entre até 378 e mais de 1,5 mil estudantes.

As escolas que ainda não possuem Grêmios podem montar um grupo e solicitar o recurso.
O secretário de Educação, Rossieli Soares, comenta que todas as ações escolares devem estar relacionadas à aprendizagem e que os gremistas têm papel fundamental para não deixar ninguém para trás. “É importante que a gente questione como impactar no aprendizado da nossa comunidade. Quando fizemos as Trilhas Antirracistas e o Dignidade Intima foi pensando na aprendizagem. Meninas que não podiam ir à escola por falta de absorvente e que sofriam bullying. A gente não pode mais ficar mais calado”, disse.
Segundo ele, é preciso “falar a mesma língua” para trabalhar a conscientização da juventude e combater todo o tipo de preconceito para que tenhamos uma sociedade mais justa. “A justiça se faz combatendo esses conceitos enraizados, mas, também, oferecendo oportunidades para que todo mundo aprenda e tenha mais chances na vida”, acrescentou.

Fortalecer o “não” ao preconceito
A importância da proposta foi ratificada por uma das apresentadoras do evento. Isabela Pessoa, 17, aluna com deficiência visual da 3ª série do ensino médio na EE Professora Inah de Mello, em Santo André, comentou que o PDDE “será ótimo para promover a inclusão, a diversidade e o ‘não’ ao preconceito”. Ela contou que o Grêmio exerce um papel fundamental. “É muito importante para os jovens estarem à frente e serem ouvidos. Assim, nos sentimos respeitados. A palavra-chave aqui é ‘política’, que está em toda e qualquer decisão tomada em grupo, que leva com ela a democracia. E, com o Grêmio, os jovens podem entender e se interessar mais”, analisou.
Há mais de cinco anos no Grêmio Revolução, Jasmine Correa, 17, estudante trans do 3º ano Escola Estadual Professor Clodonil Cardoso, em Iguape, no Vale do Ribeira, contou que se mantém ativa em muitas atividades ligadas à cultura na escola, que passou a ser do Programa Ensino Integral (PEI) neste ano. A jovem se disse “surpresa” pela oportunidade. “Nunca pensei que nós, gremistas, pudéssemos ter tanta voz. Sei que saindo daqui teremos muitas ações e transformações. Na minha escola, precisamos de mais coisas, como sala de músicas, teatro, para que possamos formar novos grupos. Tem um caminho longo a ser percorrido para que possamos ensinar e combater bullying e racismo. E esse PDDE vai colaborar com tudo isso”, acrescentou.
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Criado em 2019, o PDDE Paulista é o programa de transferência de recursos financeiros às escolas públicas estaduais. O dinheiro enviado pela Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP) às unidades escolares é gerenciado pela Associação de Pais e Mestres (APM) e deve ser utilizado em benefício da escola. Com os recursos, é possível realizar melhorias de infraestrutura, bem como comprar materiais e equipamentos. Em 2021, foram repassados R$1,2 bilhão – Aumento de mais de 83% em relação a 2019. Nos últimos três anos, a soma é de R$ 2,7 bilhões

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