Comerciantes fazem abaixo-assinado contra fechamento da passagem de nível
Os comerciantes das proximidades da passagem de nível da rua, na região central da cidade, recolhem adesões para um abaixo-assinado contra o plano da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de fechar o acesso de pedestres entre o Mogilar e o centro da cidade. Após decisão da Justiça, que suspendeu temporariamente este fechamento, o Sindicato […]
03/01/2022 16h58, Atualizado há 56 meses
Os comerciantes das proximidades da passagem de nível da rua, na região central da cidade, recolhem adesões para um abaixo-assinado contra o plano da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de fechar o acesso de pedestres entre o Mogilar e o centro da cidade.
Após decisão da Justiça, que suspendeu temporariamente este fechamento, o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê (Sincomércio) e a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) avaliam como positiva a prorrogação em 60 dias para uma ação definitiva.
O período, que se estenderá até março, garante a possibilidade de soluções por parte da Prefeitura Municipal aos comerciantes da região afetada. A fim de discutir novas alternativas entre a companhia e a gestão da cidade, uma reunião está prevista para acontecer nesta sexta-feira (7) entre o prefeito Caio Cunha (PODE) e o diretor-presidente da CPTM, Pedro Moro.
De acordo com o presidente do Sincomércio, Valterli Martinez, ficou uma incógnita sobre o motivo da decisão do fechamento sem aviso prévio. “A gente espera que a CPTM não faça qualquer tipo de inversão nas decisões depois dessa liminar, mas continuamos nas cobranças para que o fechamento não aconteça, inclusive pelo motivo de vários comerciantes já terem se instalado naquela região da rua Dr. Deodato”, esclarece o presidente do Sincomércio.
Martinez ainda enfatizou o receio do prejuízo que o fechamento da passagem de nível pode causar, existindo riscos de que a região do outro lado da linha férrea, sentido Mogilar, se torne um espaço para usuários de drogas.
A medida judicial é considerada uma vitória para o comércio mogiano para a ACMC que, em nota, disse acreditar que limiar concedida pela Justiça dará a oportunidade para buscar alternativas para que os comerciantes, pedestres e moradores da região não sejam prejudicados. “Continuaremos acompanhando o processo e apoiando os comerciantes”, informa a entidade mogiana.
A comerciante Cristina da Silva Ledesma, que trabalha junto do filho em uma loja de acessórios e assistência técnica de celular, relata as dificuldades que enfrenta desde o início da pandemia, em 2020, e lamenta que o fim do acesso na Dr. Deodato possa piorar ainda mais a situação financeira da família que já enfrenta dificuldades com as despesas da loja.
“Ouvi que os próprios moradores não são a favor do fechamento. Se ocorrer, além de prejudicar os comerciantes, irá prejudicar também moradores por conta da segurança que vai diminuir nessa região”, explica Cristina, acrescentando sobre o projeto da passarela que não saiu do papel.
Para Ricardo Teixeira, comerciante de uma loja de serviços fotográficos, entrevistado anteriormente por O Diário, logo quando a companhia informou sobre decisão informada na última segunda-feira (27). Ele conta que os comerciantes da região têm recolhido assinaturas para um abaixo-assinado contra a ação da CPTM desde o primeiro dia.
“Só na segunda conseguimos recolher mais de 1.000 assinaturas e vamos conseguir mais. A expectativa está para o dia 7 e ali acredito que teremos algum parecer”, opina Teixeira sobre a reunião da próxima sexta-feira com lideranças.