Prefeitura de Mogi empenhou R$ 191 milhões em Educação nos últimos meses
A Prefeitura de Mogi arrecadou R$ 693 milhões nos últimos quatro meses de 2021 e empenhou R$ 191 milhões na Educação, despesa equivalente a 27,67% do arrecadado, ou seja, taxa superior à exigida pela Constituição Federal, que é 25%. Os números foram divulgados pelo o secretário municipal de Educação, André Stábile, durante audiência pública de […]
21/10/2021 17h30, Atualizado há 58 meses
A Prefeitura de Mogi arrecadou R$ 693 milhões nos últimos quatro meses de 2021 e empenhou R$ 191 milhões na Educação, despesa equivalente a 27,67% do arrecadado, ou seja, taxa superior à exigida pela Constituição Federal, que é 25%.
Os números foram divulgados pelo o secretário municipal de Educação, André Stábile, durante audiência pública de prestação de contas sobre utilização das verbas públicas na área, realizada na manhã desta quinta-feira (21), no Legislativo, pela Comissão Permanente de Educação da Câmara de Mogi.
A audiência foi dirigida pela presidente da Comissão, vereadora Malu Fernandes (SD) e contou com a presença de vereadores, servidores públicos da Educação e representantes da sociedade civil.
Os dados apresentados pelo secretário de Educação, ao fim do 2° quadrimestre deste ano, demonstram que Mogi das Cruzes tinha 47 mil alunos matriculados nas 211 unidades escolares do Município, sendo que desses, 23.681 matriculados no ensino integral. A Pasta também conta com 2.856 servidores, que se dividem entre o quadro pedagógico e o quadro técnico de apoio.
“É uma rede de grande porte dentro do contexto nacional. A cidade de Mogi das Cruzes e a rede municipal estão entre as 53 maiores cidades, inclusive maior do que três capitais do país”, pontuou o secretário, ao citar os investimentos feitos pela Prefeitura de R$ 191 milhões na Educação.
Stábile também falou sobre as ações da Pasta em relação ao enfrentamento à pandemia de Covid-19, como a instalação doGabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (GAEPE) no município, que possui quatro grupos de trabalho: Acolhimento socioemocional; busca ativa; recomposição da aprendizagem; e conectividade. “O GAEPE Mogi é o primeiro gabinete municipal do país inteiro, dentre as 5.570 cidades. Nenhum outro município conseguiu se unir dessa forma”, afirmou o secretário.
Sobre contra o fechamento das escolas nesse momento da pandemia ele ressaltou que a retomada presencial das atividades escolares precisa acontecer o mais rápido possível. “Não existe um Coronavírus com uma etiqueta dizendo que ele é exclusivo dos prédios escolares. A contaminação pode acontecer no ônibus, em casa, na praia, no shopping, nos restaurantes, na padaria ou em qualquer lugar”, afirmou.
A vereadora Malu Fernandes perguntou sobre a previsão da Prefeitura para que as aulas no município voltem obrigatoriamente de forma presencial, com 100% dos alunos, como ela defende. Stábile explicou que não está medindo esforços para que isso aconteça rapidamente, mas também falou sobre algumas dificuldades das escolas e sobre a complexidade da rede, nesse caso, não tem como dar uma previsão exata.
A retomada presencial das aulas não é unânime entre os vereadores. Inês Paz (PSOL) demonstrou preocupação com a possibilidade, devido à pandemia ainda não ter acabado. “Vamos colocar (a volta presencial às aulas) com responsabilidade, fazer no passo a passo, porque acho que é muito importante. A gente está no processo da terceira dose e muitos alunos não tomaram nem a primeira”, argumentou.
O vereador Milton Lins da Silva (PSD), o Bi Gêmeos, perguntou se haverá aumento na equipe de manutenção nas escolas, já que a previsão é que as chuvas de verão causem danos às estruturas escolares. O secretário de Educação informou que a administração pretende aumentar o número de profissionais. “Para a manutenção de cem prédios tão heterogêneos uma equipe que conta com apenas um encanador é insuficiente. Faremos um concurso para aumentar a equipe”.
Também participaram da audiência o secretário adjunto de Educação, Caio Callegari, e os vereadores José Luiz Furtado (PSDB), Johnross Jones Silva (PODE), Edson Santos (PSD) e prof. Eduardo Ota (PODE).