Comércio de Mogi prevê mais dificuldade para a retomada da economia
Representante de mais de 30 mil estabelecimentos, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) afirma que o endurecimento das restrições do funcionamento das atividades econômicas na fase vermelha do Plano São Paulo irá comprometer a retomada da economia. Apesar disso, a entidade afirma que a determinação deve ser cumprida pelo segumento. Para conter a […]
22/01/2021 18h14, Atualizado há 66 meses
Representante de mais de 30 mil estabelecimentos, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) afirma que o endurecimento das restrições do funcionamento das atividades econômicas na fase vermelha do Plano São Paulo irá comprometer a retomada da economia. Apesar disso, a entidade afirma que a determinação deve ser cumprida pelo segumento.
Para conter a alta dos casos e das internações dos pacientes graves, o Governo do Estado determinou que a fase vermelha valerá nos dias úteis, a partir das 20 dias, e integralmente nos finais de semana e feriados, a partir da próxima semana.
Na prática,de segunda a sexta-feira os estabelecimentos podem funcionar apenas oito horas por dia (duas a menos do que o atual), com limitação de atendimento até 20 horas e 40% da capacidade. Entre 20 horas e as 6 horas, a abertura está limitada somente para atividades essenciais e serviços de delivery. Os bares, em nenhum dia ou horário, podem ter atendimento presencial.
Nos finais de semana as regras da fase vermelha valem para o dia todo. Ou seja, nos dias 30 e 31 de janeiro e 6 e 7 de fevereiro só podem funcionar atividades essenciais, como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Demais comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.
As medidas afetam principalmente os setores de alimentação e lazer (restaurantes, cafés, lanchonetes, etc).
“É lamentável que passemos mais uma vez por restrições que vão comprometer o funcionamento dos comércios e serviços, com impactos nas vendas e, consequentemente, no emprego, principalmente em razão das proibições de abertura nos finais de semana”, avaliou o presidente da ACMC, Marco Zatsuga. “As regras, no entanto, precisam ser seguidas e se faz necessário o esforço de todos para que seja uma situação temporária”, acrescentou.
Um decreto municipal com as adequações das regras nessa nova classificação do Plano SP terá de ser editado pela Prefeitura, nos próximos dias.
A direção da ACMC está em contato permanente com o Comitê Gestor de Retomada Econômica da Prefeitura de Mogi para compartilhar as informações oficiais com os empresários.
“O comprometimento das vendas será inevitável, mas ainda será menor do que com a fase vermelha na totalidade. Portanto, nosso apelo é para que o comerciante reforce junto aos consumidores os protocolos de segurança e também utilize canais alternativos ao presencial para a continuidade dos negócios. Nossa preocupação é com a saúde, mas também precisamos de vendas para manter as empresas”, ressaltou Fádua Sleiman, vice-presidente da ACMC.
As medidas anunciadas pelo Governo do Estado valem até o dia 7 de fevereiro, não estando descartada a possibilidade de endurecimento das medidas nesse ínterim – a depender do nível dos casos e da ocupação hospitalar..
Atualmente, Mogi das Cruzes registra cerca de 14.500 casos confirmados de coronavírus, com mais de 610 óbitos e uma taxa de ocupação de leitos de UTI de 70%.