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Candidatos a governador serão entrevistados na TV Diário a partir de quarta-feira

Os planos dos principais candidatos a governador de São Paulo para Mogi das Cruzes e região do Alto Tietê poderão ser conhecidos, no decorrer da próxima semana, em entrevistas ao vivo, a serem concedidas por eles, durante o telejornal Diário TV – 2ª edição, da TV Diário, a partir das 19 horas. Conforme critério pré-estabelecido, […]

Por O Diário
16/09/2022 17h12, Atualizado há 47 meses

Os planos dos principais candidatos a governador de São Paulo para Mogi das Cruzes e região do Alto Tietê poderão ser conhecidos, no decorrer da próxima semana, em entrevistas ao vivo, a serem concedidas por eles, durante o telejornal Diário TV – 2ª edição, da TV Diário, a partir das 19 horas.

Conforme critério pré-estabelecido, os três candidatos que apresentaram índice mínimo de 6% de preferência do eleitorado nas pesquisas eleitorais serão entrevistados, em dias diferentes, durante 12 minutos cada um, pelo apresentador Cássio Andrade, sobre temas de interesse da região do Alto Tietê.

Foi estabelecido com os assessores dos candidatos, que Rodrigo Garcia (PSDB) será o primeiro a ser sabatinado, na quarta-feira (21), sendo seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos), na quinta-feira (22), e por Fernando Haddad (PT), na sexta-feira (23).
No sábado (24), os sete outros candidatos a governador, com posições inferiores na pesquisa, terão um minuto de entrevista gravada para expor seus projetos para a região do Alto Tietê.

“As entrevistas serão focadas em assuntos regionais, já que as questões de interesse geral do Estado foram respondidas pelos candidatos em uma série realizada durante o SP TV 1ª edição, da Rede Globo, retransmitidas por todas as afiliadas”, afirma o gerente de Jornalismo da TV Diário, jornalista Dino Rodrigues, lembrando que temas ligados à saúde, transportes, educação, segurança e meio ambiente farão parte das entrevistas com os candidatos que estarão pessoalmente no estúdio da emissora, no distrito de César de Souza.

Dino participou de reuniões com responsáveis pelo Jornalismo de afiliadas do Interior, juntamente com as assessorias dos candidatos a governador, promovendo uma verdadeira reengenharia para encaixar as agendas dos políticos e permitir que eles concedessem entrevistas em, pelo menos duas emissoras afiliadas globais em um só dia. 

Assim, ficou estabelecido que o candidato participaria da primeira edição do jornal local da TV Vanguarda, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, deslocando-se, em seguida, para ser entrevistado, no começo da noite, na TV Diário, em Mogi. Emissoras afiliadas de outras regiões do Estado adotarão esquemas semelhantes para que os concorrentes possam falar de seus planos específicos para cada setor do enorme território paulista.

 

Regionalização

“É importante dizer que nossas entrevistas serão propositivas. Vamos procurar saber de cada candidato as suas principais propostas para temas de interesse específico de nossa região”, afirma Dino Rodrigues, cuja expectativa é fazer com que os eleitores da Região do Alto Tietê possam conhecer melhor os planos daqueles que concorrem ao governo do Estado de São Paulo.

Segundo ele, as entrevistas serão importantes oportunidades para que os candidatos possam apresentar diretamente aos eleitores da região aquilo que pretendem fazer para resolver problemas ligados ao Alto Tietê.

“Vejo essa série como a oportunidade para tratarmos das nossas questões. Afinal, a nossa missão como afiliada da Rede Globo é ter um olhar regional sobre o que mais interessa à nossa comunidade. Por isso temos a expectativa de que os candidatos correspondam plenamente, com respostas específicas para questões que tenham a cara de nossa gente”, afirma o jornalista, que pela terceira vez, vai acompanhar de perto as entrevistas ao vivo de candidatos a governador na emissora.

“Em eleições anteriores também questionamos os concorrentes e tivemos oportunidade de prestar esse serviço à comunidade de Mogi das Cruzes e todo o Alto Tietê”, lembra Dino.

 

Região Metropolitana

Os candidatos a governador de São Paulo terão, nestas entrevistas, chances de apresentar uma visão própria sobre as questões administrativas mais importantes para a região e mostrar as propostas de políticas públicas que se enquadrem no contexto da Região Metropolitana da Capital, onde o Alto Tietê está inserido.

“Considero difícil para um administrador pensar de maneira isolada nas questões que estão relacionadas diretamente com o dia a dia da Região Metropolitana e que, portanto, também exigem soluções conjuntas; afinal, somos todos impactados pela grande concentração urbana regional, que nos provocam pressões sociais intensas e permanentes”, lembra Dino.

As respostas dos candidatos deverão servir para uma análise mais aprofundada do eleitorado justamente no momento em que ele busca informações específicas, antes de decidir quem irá escolher na eleição de 2 de outubro próximo.

Por isso mesmo, as entrevistas serão importantes para o eleitor formar sua opinião sobre o melhor nome para governar São Paulo, analisando, é claro, outros aspectos da vida de cada um dos concorrentes, como o seu passado dentro e fora da política, assim como as ligações com aliados e partidos.

 

Rodrigo Garcia (PSDB)

O atual governador de São Paulo e candidato a permanecer no cargo elegeu-se vice de João Doria (PSDB), passando a ocupar o seu lugar em abril passado. Advogado e empresário de 48 anos, neto de espanhóis nascido em Tanabi (SP), entrou na política aos 21, com Mário Covas. Foi secretário na Prefeitura da Capital e três vezes secretário do governo paulista, tendo exercido três mandatos de deputado, dois como federal e um de estadual, quando chegou a presidente da Assembleia. Antes de se filiar ao PSDB, já foi do PFL e DEM, tendo sido aliado de Gilberto Kassab.

 

Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Nascido no Rio de Janeiro, Tarcísio Gomes de Freitas, 47 anos, é engenheiro militar da reserva, tendo atuado pelo Exército em uma das missões de paz da ONU no Haiti. Após 17 anos na área militar, ele passou por diferentes cargos, durante os três últimos governos federais. Foi diretor do DNIT no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo de Michel Temer (MDB) e tornou-se ministro da Infraestrutura na atual administração do presidente Jair Bolsonaro (PL), que o considera um de seus “melhores e eficientes” auxiliares.

 

Fernando Haddad (PT)

Aos 59 anos, o petista de carteirinha Fernando Haddad quer chegar ao governo do mais importante Estado brasileiro na sequência de uma carreira política que teve início como assessor de Marta Suplicy (PT) na Prefeitura da Capital, de onde saiu para integrar a equipe do presidente Lula (PT) ocupando postos de destaque nos ministérios do Planejamento e Educação. Foi ministro da Educação de Lula e prosseguiu no cargo com Dilma, o que lhe deu visibilidade suficiente para se eleger prefeito de São Paulo, nas eleições de 2012.  Haddad é professor universitário, advogado e cientista político.

 

Desafios não faltam para os candidatos

Embora os responsáveis pelas entrevistas com os candidatos a governador evitem especificar os temas a serem abordados com Rodrigo Garcia, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad na série de encontros na TV Diário, é certo que assuntos não faltarão para os questionamentos.

A região do Alto Tietê é pródiga em problemas grandes e pequenos que há muito tempo esperam por soluções dos governos estaduais. A despoluição do rio Tietê para seu melhor aproveitamento é um macro desafio a ser encarado, assim como a duplicação da ligação rodoviária Mogi-Bertioga, cada vez mais distante por conta de implicações ambientais, possíveis de serem vencidas.

Melhorias no sistema rodoviário, sem o incômodo de pedágios urbanos são outras reivindicações constantes.

Garantir, por meio de fiscalização eficiente, a preservação de mananciais abundantes na região, como as serras do Itapeti, do Mar, represas, rios e córregos, é mais outra questão a ser enfrentada pelo governo, que terá de dar atenção especial ao saneamento básico, ainda um grave problema na região já praticamente conurbada com a Capital.

No setor de transportes, a sonhada melhoria da ferrovia é indispensável. Assim como o futuro governador não poderá, de forma alguma, se esquivar de estender o percurso dos trens de subúrbio até o distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes, uma imposição do crescimento cada vez mais acelerado daquela região.

O futuro governante não poderá ficar alheio a uma região diretamente afetada pelas necessárias restrições impostas pela Lei de Proteção dos Mananciais. Nela estão inseridos municípios, como Salesópolis, Biritiba Mirim e até Mogi, com parte expressiva de seus territórios ocupados por barragens e enfrentando restrições no uso do solo urbano. Faltam compensações adequadas, especialmente às cidades mais pobres, também as mais afetadas por tais situações.

Ou seja, desafios não faltarão para serem enfrentados pelo futuro governador, fazendo a crescer a responsabilidade de cada eleitor por sua escolha.

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