Bairro do Mogilar reage contra a volta das enchentes
A ameaça de retorno, em definitivo, das enchentes para o bairro do Mogilar está levando os moradores a se unirem para discutir a situação e definir a melhor estratégia para evitar problemas como os registrados recentemente, em pontos mais baixos daquela localidade. Para a noite de ontem, estava previsto o primeiro encontro, convocado via redes […]
03/02/2022 07h23, Atualizado há 55 meses
A ameaça de retorno, em definitivo, das enchentes para o bairro do Mogilar está levando os moradores a se unirem para discutir a situação e definir a melhor estratégia para evitar problemas como os registrados recentemente, em pontos mais baixos daquela localidade.
Para a noite de ontem, estava previsto o primeiro encontro, convocado via redes sociais, “de avaliação e posicionamento”.
Mais uma vez, o presidente da Associação dos Amigos do Bairro do Mogilar, José Arraes, que vem tentando, sem sucesso, um encontro com o responsável pela pasta de Infraestrutura Urbana municipal.
Quer conversar sobre os efeitos das precipitações pluviométricas, antecipadamente anunciadas como mais elevadas em relação aos anos anteriores, e os efeitos que acabaram sendo sentidos pelos moradores do Mogilar.
Outros pontos a serem abordados com o titular da pasta seriam os sistemas de drenagem construídos para conter o extravasamento do rio Tietê, em alguns pontos do bairro; assim como as águas pluviais que descem da parte mais alta da cidade para se acumular em pontos já conhecidos, nas proximidades do Tietê.
Com o leito do rio sujo e assoreado, o Tietê não consegue dar vazão a todo esse aguaceiro que passa a se acumular em pontos mais baixos de ruas, espaços públicos ou particulares.
Em mensagem enviada a esta coluna, Arraes conta que foi procurado por moradores de ruas como Theophilo Salustiano, Luciano Frezzaro, Dr. Deodato Wertheimer, Antonio da Paz, Delphino Alves Gregório e outras, cobrando um encontro com o prefeito Caio Cunha (PODE) para que sejam expostos os problemas enfrentados em áreas críticas de todos esses pontos.
Há muita coisa a ser debatida, como a retirada de um conjunto de bombas, instalado há muito tempo, por solicitação de engenheiros do próprio Mogilar, em um trecho da rua Theophilo Salustiano, que ajudava na drenagem do excesso de água naquela região.
“Com isso, a galeria da rua Luciano Frezzato ‘estourou’, a da Dr. Deodato ‘afogou’, a Ilha Marabá encheu; enfim, tudo o que não acontecia havia muito tempo voltou a ocorrer. E tudo isso só se repetiu por falta de manutenção e cuidados com o bairro, onde também foram aprovadas ocupações indiscriminadas e impermeabilizando um local de várzea, onde faltam condições para o escoamento das águas”, afirmou o presidente da Associação dos Amigos do Mogilar.
Segundo Arraes, os moradores se mostram dispostos a buscar ajuda até mesmo junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e Secretaria de Estado de Infraestrutura e do Meio Ambiente.
Tudo para impedir que as enchentes voltem a se transformar em um novo fantasma a assombrar os moradores de diversas ruas das regiões mais baixas do bairro, como acontecia em um passado já distante e, há muito tempo deixou de ocorrer.