Beijo de bode vira questão de campanha para a Prefeitura de Salesópolis
Francisco Pereira, o “Quico”, era candidato a prefeito de Salesópolis, contra José Francisco Citrângulo, o “Nego”, que pertencia à Maçonaria, e sobre o qual foram espalhados os mais inusitados rumores. Certa noite, numa reunião com eleitores, nos cafundós da zona rural, alguém perguntou a “Quico”: “É verdade que o ‘Nego’ tem de beijar a boca […]
13/02/2022 10h35, Atualizado há 54 meses
Francisco Pereira, o “Quico”, era candidato a prefeito de Salesópolis, contra José Francisco Citrângulo, o “Nego”, que pertencia à Maçonaria, e sobre o qual foram espalhados os mais inusitados rumores.
Certa noite, numa reunião com eleitores, nos cafundós da zona rural, alguém perguntou a “Quico”:
“É verdade que o ‘Nego’ tem de beijar a boca de um bode todos os dias?”
O candidato não respondeu.
Após longos segundos em silêncio, dobrou os joelhos em terra, persignou-se por três vezes e disse, compenetrado:
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”. Naquele ano, “Quico”ganhou a eleição com muita folga em relação aos adversários.
Alterando a Lei da Gravidade
Uma do mineiro Zé Abelha, escritor que se especializou em contar as histórias do folclore da terrinha.
A Lei da Gravidade, de vez em quando, dá dor de cabeça aos mineiros.
E a lei da gravidez, essa, nem se fala.
Na Câmara de Caeté, discutia-se o abastecimento de água para a cidade.
O engenheiro enviado pelo governador Israel Pinheiro deu as explicações técnicas, buscando justificar a dificuldade da captação: a água lá embaixo e a cidade, lá em cima.
Seria necessário um bombeamento que custaria milhões:
– Mas, doutor – pergunta o líder do prefeito – qual é o problema mesmo?
– O problema – responde o engenheiro – está ligado à Lei da Gravidade.
– Isso não é problema – diz o líder – nós vamos ao doutor Israel e ele, com uma penada só, revoga essa danada de lei.
O líder da oposição, em aparte, contesta o líder do prefeito e informa à edilidade, em tom de deboche:
“Ah, ah, ah! O governador Israel nada pode fazer, visto ser a Lei da Gravidade de âmbito Federal”. A sessão acabou ali mesmo.
O milagre da água santa
O mineiro José Maria Alkmin (sem o “c”), que nunca teve qualquer grau de parentesco com o paulista de Pindamonhangaba, Geraldo Alckmin (com o “c”), sempre foi considerado uma raposa, verdadeiro mestre na arte da política e das saídas mirabolantes para qualquer situação.
Certa vez, chegava da Europa com cinco garrafas enroladas na pasta.
A Alfândega quis saber o que era.
– Água milagrosa de Fátima.
– Mas tudo isso?
– Lá em Minas o pessoal acredita muito nos milagres da água de Fátima. Não dá para quem quer.
– O senhor pode desenrolar?
– Pois não, meu filho.
– Mas, deputado, isso é uísque!
– Ué, não é que já se deu o milagre???