Câmara de Guarujá repudia João Doria por causa de pedágio
Uma moção de repúdio ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi aprovada pela Câmara Municipal do Guarujá. Motivo: a instalação de um pedágio na rodovia Padre Manoel da Nóbrega e de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) na região metropolitana da Baixada Santista. A moção de repúdio foi apresentada pelo vereador Walter dos […]
05/08/2021 14h00, Atualizado há 60 meses
Uma moção de repúdio ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi aprovada pela Câmara Municipal do Guarujá. Motivo: a instalação de um pedágio na rodovia Padre Manoel da Nóbrega e de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) na região metropolitana da Baixada Santista.
A moção de repúdio foi apresentada pelo vereador Walter dos Santos, o Nego Walter (PSB), e o plenário da Câmara Municipal de Guarujá aprovou sem grandes discussões.
A Baixada Santista, no último dia 30, completou 25 anos como a primeira Região Metropolitana do Brasil, tendo sido instituída em 30/07/1996. Juntos, os municípios que a integram somam aproximadamente 1 milhão e 800 mil habitantes, sendo a 17ª região mais populosa do país.
Mas o que seria motivo de comemoração para os moradores daquela localidade virou razão de repúdio após “as novas determinações do governo do Estado de São Paulo que trarão mais gastos e preocupações para a região, e pior, sem a anuência da população local que sequer foi consultada”.
“Ao invés de o governo do Estado de São Paulo brigar por reivindicações antigas como a ponte de travessia entre Santos e Guarujá, preocupa-se o atual governador em aumentar despesa e insegurança para a população da região”, enfatiza Nego Walter, o vereador autor da moção.
Tal documento será encaminhada ao governador João Doria e às secretarias correspondentes para que todos fiquem cientes da posição dos vereadores de Guarujá que, de alguma forma, representam boa parte dos moradores de toda a Baixada Santista, também insatisfeitos com as medidas do atual governo estadual relacionadas ao projeto de concessão das rodovias litorâneas.
E se os vereadores da região que mais será beneficiada pelas concessões rodoviárias à iniciativa privada estão insatisfeitos com o pedágio, o que dizer da região de Mogi das Cruzes, a quem caberá pagar a maior parte da conta das duplicações e outras obras que estão programadas para a rodovia Padre Manoel da Nóbrega e Rio -Santos, na Baixada Santista?
A diferença está no fato de que na Baixada, os vereadores já radicalizaram e repudiaram o governador pelo projeto do pedágio. Da Câmara de Mogi, partiu rumo ao Palácio uma modesta “moção de apelo” para que o governador descartasse a proposta de implantar uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Mas nem mesmo tamanha candura foi capaz de sensibilizar o governador em relação à sua sanha arrecadatória.