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Campanha pela presidência da Câmara de Mogi aquece após o 2º turno

Embora já seja um dos assuntos mais comentados nos corredores do Legislativo mogiano, a futura eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal deve começar a se incendiar a partir da conclusão do segundo turnos para presidente e governador, do próximo dia 30. Como sempre acontece em período de pré-campanha, o que não faltam são […]

Por O Diário
11/10/2022 18h42, Atualizado há 46 meses

Embora já seja um dos assuntos mais comentados nos corredores do Legislativo mogiano, a futura eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal deve começar a se incendiar a partir da conclusão do segundo turnos para presidente e governador, do próximo dia 30.

Como sempre acontece em período de pré-campanha, o que não faltam são candidatos, a maioria deles lançando o nome para tentar negociar algum outro cargo na Mesa, ou  outra vantagem política no decorrer dos entendimentos.

Dos nomes que já constam do listão fazem parte, principalmente, vereadores que podem ser classificados como veteranos, já que com exceção de José Luiz Furtado (PSDB), eleito pela primeira vez no pleito passado, os demais já fazem parte da velha guarda do Legislativo.

A começar pelo decano de todos eles, o vereador Pedro Komura (PSDB), que está no cargo de vereador desde 1989 (nove legislaturas ), mas ainda não admite pessoalmente a sua candidatura, embora o seu nome seja lembrado na maioria das conversas de bastidores sobre a eleição da Mesa. Quando indagado, o vereador mais antigo da Câmara, garante que não está preocupado com uma eventual candidatura e que sua meta é levar adiante a questão da eletromobilidade, trazendo para Mogi um projeto de formação de mão de obra especializada para veículos elétricos, desde carros até mobiletes, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Mobilidade Elétrica, que vê na cidade um ponto estratégico para desenvolver seus planos educacionais.

Outro que já deixou transparecer o desejo de voltar a disputar o comando do Legislativo é o atual presidente da Câmara, Marcos Furlan (PODE), na Câmara desde 2013 e que recentemente não conseguiu se eleger deputado estadual, mas alcançou mais de 18 mil votos, a maioria deles em Mogi, conquistando um cacife eleitoral importante na cidade. Não será surpresa se Furlan vier a ter novamente o apoio do prefeito Caio Cunha, já que ambos são do mesmo partido.

Quem também já teria tomado gosto pelo poder de comando na Câmara, seria o ex-presidente Otto Rezende (PSD), que lá está desde 2017, tendo assumido a Presidência por um mandato, estaria colocando o seu nome na disputa pra tentar retornar ao antigo cargo.

Com mesmo tempo de Câmara que Otto, mas sem nunca ter chegado à presidência, o vereador Edson dos Santos (PSD) entra na disputa tentando conquistar os votos de seu partido e o apoio do PL, já que foi o coordenador da campanha de rua do presidente do partido, Marcos Damasio, reeleito deputado estadual com uma inesperada votação. Esta foi a segunda eleição em que Santos trabalhou com sucesso pró-Damasio.

É certo que à medida em que o tempo for passando e as oportunidades surgindo, novos nomes deverão aparecer para a disputa que, passa então à fase de depuração para se ver quem realmente tem chances de entrar na disputa. Algo que fatalmente acontecerá no início do próximo mês, quando deverá ser marcada a data para a eleição. Este será o grande mote para a deflagração final das campanhas.

 

Futuro do PSDB

Algo que também deverá ser resolvido após o segundo turno das eleições gerais deste ano será o futuro do PSDB de Mogi. Depois das declarações, até hoje não contestadas, do vereador Pedro Komura de que o “partido acabou” também na cidade, aguardam-se posicionamentos de outros integrantes do partido. O presidente do Diretório Municipal, ex-prefeito Marcus Melo, continua  em silêncio, sem dar sinal se pretende tentar ou não recompor o partido em Mogi. Além de anunciar o seu apoio a Bolsonaro (PL) e Tarcísio (REP) no segundo turno, seguindo o exemplo do governador e candidato derrotado Rodrigo Garcia (PSDB), ainda continua um grande mistério o futuro do tucanato, que sempre teve alguma força em Mogi.

 

Desautorizado

Circulava ontem, entre religiosos católicos da cidade a nota divulgada por dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, acerca da iniciativa do candidato Bolsonaro de participar de uma das missas desta quarta (12), Dia da Padroeira, e, em seguida, participar de um Terço, que será rezado naquela cidade.

“Reforçamos que esta atividade não é celebrada pelo Santuário Nacional e nem está sob a supervisão do arcebispo de Aparecida”, diz a nota oficial, que ainda explica: “A iniciativa é de um grupo independente, que não tem relação com o Santuário Nacional e nem com a programação da Novena da Padroeira”.

 

Sem Parlamento

As obras de recuperação do plenário da Câmara de Mogi vão impedir a realização, neste ano, de uma das mais felizes e interessantes iniciativas do Legislativo. O programa “Parlamento Estudantil” de 2022 foi adiado para 2023, diz uma nota da assessoria legislativa. “Além do pouco espaço disponível, que limitaria o número de escolas participantes e do público que poderia prestigiar as crianças e jovens, há também o fato de o plenário ter uma importância simbólica enorme, já que este local é o cenário que ajuda a construir na mente dos vereadores mirins o cotidiano da rotina parlamentar”, justificou o presidente Marcos Furlan.

 

Aplausos

A Câmara de Mogi aprovou moção de aplausos e congratulações pela realização, no último domingo (9), a 4ª Parada do Orgulho LGBTQIAP+. Neste ano, o evento começou nas proximidades da UMC e seguiu em direção à avenida Cívica. “No domingo a cidade brilhou, mesmo debaixo de forte chuva, em mais de sete horas de muita alegria, demonstrando a importância da luta dos movimentos sociais organizados e da cultura LGBTQIAP+”, afirmou a vereadora Inês Paz (PSOL), autora da moção junto com Iduigues Martins (PT).

 

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