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Coligações partidárias poderão retornar nas eleições de 2022

A proposta ainda terá de passar pelo Senado para vigorar nas eleições do próximo ano, mas a Câmara Federal já aprovou, em primeiro turno, aquilo que os cientistas políticos consideram um verdadeiro retrocesso: a volta das coligações, para alegria das legendas de aluguel e também daqueles partidos que procuram ter em seus quadros os chamados […]

Por O Diário
12/08/2021 18h10, Atualizado há 60 meses

A proposta ainda terá de passar pelo Senado para vigorar nas eleições do próximo ano, mas a Câmara Federal já aprovou, em primeiro turno, aquilo que os cientistas políticos consideram um verdadeiro retrocesso: a volta das coligações, para alegria das legendas de aluguel e também daqueles partidos que procuram ter em seus quadros os chamados “puxadores de votos” para garantir a eleição de candidatos de poucos votos.
Apontada como “mal menor” em relação ao voto distrital, mais uma vez derrotado pela maioria dos políticos, a volta das coligações, extintas em 2017, é resultado de uma votação relâmpago acontecida no começo da noite de quarta-feira, na Câmara Federal, para atender especialmente aos interesses dos pequenos partidos que, com isso, buscam evitar a fragmentação partidária e garantir uma grande quantidade de siglas com representantes no Congresso Nacional. 
Relatada pela deputada Renata Abreu (PODE-SP), a proposta de reforma política terá de ser promulgada até outubro para valer nas eleições do próximo ano, quando serão eleitos deputados federais e estaduais.
Com a possível aprovação geral da medida, volta-se ao sistema que valia até 2017, quando as coligações foram extintas. 
Em uma coligação, a quantidade de votos de cada um dos candidatos de um mesmo grupo de legendas é somada e dividida pelo quociente eleitoral (resultado da divisão entre o número de votos válidos pelo número de vagas). O resultado dessa operação indica o total de vagas daquela coligação. E, então, os mais votados dentro do grupo são os eleitos. 
A volta das coligações beneficia fundamentalmente os pequenos partidos, que tais legendas quase nunca conseguem, sozinhas, indicar o número máximo de candidatos possíveis para os cargos proporcionais num determinado Estado. Isso significa que haverá mais gente fazendo campanha e o total de votos tende a ser maior, resultando em mais vagas.
Entre os deputados da região, a dupla do PL, formada por Marcio Alvino e Katia Sastre votou favoravelmente à volta das coligações, pois o partido que representam sempre foi beneficiado por “puxadores de votos”, como o palhaço Tiririca e a própria Katia, a policial militar que ficou famosa após atirar e matar um assaltante na porta da escola de sua filha. 
Marco Bertaiolli (PSD) votou contra a volta das coligações, enquanto o quarto representante da região, o deputado Roberto de Lucena (PODE) esteve ausente da sessão, por estar em quarentena, após haver testado positivo para a Covid-19. Ele passa bem, segundo assessores.

 

 

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