De Tiririca a Katia Sastre, as descobertas eleitorais de Valdemar Costa Neto
Que ninguém duvide do olho clínico do presidente do PL, Valdemar Costa Neto para encontrar candidatos, digamos, um tanto exóticos, mas que se tornam verdadeiros campeões de votos para a sua legenda. Dois casos recentes ilustram bem isso. O primeiro deles foi o palhaço Tiririca, que ele foi buscar num circo para se tornar o […]
09/10/2022 12h17, Atualizado há 46 meses
Que ninguém duvide do olho clínico do presidente do PL, Valdemar Costa Neto para encontrar candidatos, digamos, um tanto exóticos, mas que se tornam verdadeiros campeões de votos para a sua legenda.
Dois casos recentes ilustram bem isso. O primeiro deles foi o palhaço Tiririca, que ele foi buscar num circo para se tornar o deputado mais votado do País, nas eleições de 2010, com 1,3 milhão de votos, o que com as regras eleitorais da época, ajudou a eleger pelo menos mais dois ou três deputados pela legenda.
O fenômeno Tiririca chamou a atenção de toda a imprensa e a vida do candidato foi virada de cabeça para baixo. Logo descobriu-se que Tiririca era analfabeto, que mal sabia escrever o próprio nome. Ele passou a ser procurado com lupa por todos os jornalistas do País, inclusive pela Justiça Eleitoral, que desejava tirar a limpo a história de que o mais votado daquela eleição não sabia ler ou escrever.
Costa Neto se encarregou de tirar Tiririca de circulação e o trouxe para uma residência localizada na zona rural de Guararema, onde o humorista passou a receber uma espécie de curso intensivo com uma professora para aprender a ler e a escrever em tempo recorde.
Acabou aprovado, foi para a Câmara e na próxima eleição, em 2014, ajudou a azeitar a bancada liberal ultrapassando novamente um milhão de votos.
Em maio de 2018, a região e todo o País tomaram conhecimento de um fato inusitado ocorrido em Suzano. Ao levar a filha de 7 anos para a escola, onde iria acontecer uma homenagem ao Dia das Mães, a policial militar Katia Sastre atirou e matou um assaltante armado, que agia no local.
Sastre chegou a ser homenageada pelo então governador de São Paulo, Márcio França (PSB) e outros setores da sociedade.
Mas foi Valdemar Costa Neto quem a procurou para ser candidata a deputada federal pelo seu partido, na época, PR. Resultado: a repercussão até internacional da ação diante da escola rendeu a Sastre uma folgada eleição com mais de 264 mil votos, vindos de 642 municípios paulistas.
Por muito pouco, o presidente do PL não leva para as eleições deste ano mais um provável fenômeno eleitoral. Durante algum tempo, Costa Neto tentou convencer o padre Alessandro Campos a sair candidato a deputado federal pelo seu partido.
Desta vez, porém, a estratégia não deu certo. Alessandro, que consegue arrastar milhares de seguidores para seus shows e eventos católicos, até aceitou a conversa, mas não o cargo.
Pelo seu potencial, o religioso acreditava que poderia concorrer, com grandes chances de eleição, a uma vaga no Senado Federal.
As negociações emperraram, mas não terminaram por completo. Os dois continuam amigos e, certamente, ele voltará a tentar convencer o padre a ingressar na política. Quem sabe como candidato a prefeito de Mogi.