Divisão na Câmara dificulta a definição das Comissões Permanentes
Os reflexos do racha havido entre os vereadores da Câmara de Mogi na eleição para escolha da nova Mesa Diretora, no final do ano passado, começam a complicar a definição da composição das nove Comissões Permanentes da Casa, encarregadas de analisar os mais diferentes projetos apresentados durante o ano ao Legislativo. O grupo derrotado na […]
26/01/2022 15h38, Atualizado há 55 meses
Os reflexos do racha havido entre os vereadores da Câmara de Mogi na eleição para escolha da nova Mesa Diretora, no final do ano passado, começam a complicar a definição da composição das nove Comissões Permanentes da Casa, encarregadas de analisar os mais diferentes projetos apresentados durante o ano ao Legislativo.
O grupo derrotado na eleição da Mesa, integrado por 11 vereadores de diferentes legendas, permaneceu unido e agora faz exigências ao presidente Marcos Furlan (DEM), a quem cabe organizar a escolha das Comissões.
Os oposicionistas querem o comando de quatro Comissões Permanentes, se entre elas estiver a de Justiça e Redação; ou topam ficar com cinco, caso uma elas seja a de Finanças e Orçamento.
Ou seja, o grupo quer estar na presidência de pelo menos uma das duas mais importantes Comissões da Casa, por onde passam, obrigatoriamente, a maioria dos projetos apresentados por vereadores ou pelo prefeito Caio Cunha (PODE).
As decisões tomadas durante reunião realizada na Câmara, na última terça-feira (25), foram entregues a Marcos Furlan e já provocaram uma alteração nos planos do presidente. Uma outra reunião que buscaria o consenso entre as partes, marcada inicialmente para acontecer nesta quinta (27), foi adiada para a próxima segunda-feira (31), às 14 horas.
Até lá, haverá tempo para Furlan conversar com os integrantes do grupo que garantiu sua eleição para presidente e, é claro, dividir o problema com o prefeito Caio Cunha, que tem evidentes interesse na composição das Comissões, especialmente as duas mais importantes, que a oposição deseja controlar a todo custo.
Os oposicionistas ainda não avisaram, mas pretendem ir para a futura reunião com uma carta na manga para ser jogada na mesa, caso os situacionistas não deem ouvidos às suas exigências: eles estão prontos para uma medida ainda mais contundente que as exigências encaminhadas ao presidente Furlan.
Caso suas reivindicaões não sejam aceitas, o grupo de oposição estaria disposto a boicotar a eleição, ficando de fora de todas as Comissões.
E se isso acontecer, a Câmara vai ter problema com o Regimento Interno, já que cada vereador pode participar de, no máximo, três Comissões. Como cada uma das nove Comissões é integrada por um presidente e mais quatro membros, corre o risco de haver mais vagas que vereadores para ocupá-las.
Um impasse estará criado para ser resolvido com a participação do Departamento Jurídico da Casa, já que o assunto envolve uma questão regimental.
O grupo de oposição é formado por 11 vereadores, sendo quatro do PL (Mauro do Salão, Vitor Emori, Clodoaldo de Moraes e Francimário Farofa); três do PSD (Edson Santos, Otto Rezende e Milton Bi-Gêmeos); dois do PSDB (José Luiz e Marcelo Brás); além de Inês Paz, do PSOL; e Iduigues Ferreira Martins, do PT.
E se política é a arte de se negociar, o resto da semana deverá ser pródigo em conversas, na busca de um entendimento que, convenhamos, não estará tão fácil assim.