Eleição será teste de fogo para a disputa pela Prefeitura de Mogi
Tanto quanto aumentar a representatividade de Mogi das Cruzes junto à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, a eleição deste domingo (2) irá medir a capacidade de muitos candidatos e seus apoiadores com vistas à disputa pela Prefeitura, que acontecerá dentro dos próximos dois anos. Enquanto os resultados estiverem sendo divulgados, observadores políticos da cidade estarão […]
29/09/2022 07h06, Atualizado há 46 meses
Tanto quanto aumentar a representatividade de Mogi das Cruzes junto à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, a eleição deste domingo (2) irá medir a capacidade de muitos candidatos e seus apoiadores com vistas à disputa pela Prefeitura, que acontecerá dentro dos próximos dois anos.
Enquanto os resultados estiverem sendo divulgados, observadores políticos da cidade estarão analisando, uma a uma, a performance dos concorrentes com olhos voltados para a futura corrida pelo comando político-administrativo do município.
As avaliações não deverão se limitar aos candidatos a deputado que poderão voltar a disputar a Prefeitura em 2024.
Vale prestar atenção quem apoia quem neste pleito para se saber até onde pode ir o poder de fogo eleitoral de muitos que não estão na linha de frente, mas que trabalham nos bastidores em favor deste ou daquele candidato.
É evidente que alguns concorrentes e apoiadores serão observados com mais atenção, como aqueles que já concorreram à Prefeitura em eleições passadas, os quais, eleitos ou não, surgirão como virtuais candidatos nas eleições municipais.
Exemplos não faltam. O médico Luiz Carlos Gondim Teixeira (União), novamente candidato a deputado estadual, será um deles. A exemplo de Rodrigo Valverde (PT), também concorrendo a uma vaga na Assembleia, da mesma forma que Romildo de Oliveira Campello (PV).
E o que dizer de vereadores, como o presidente da Câmara, Marcos Furlan (PODE), Clodoaldo Moraes (PL), Fernanda Moreno (MDB), Juliano Botelho (PSB), Marcelo Brás (PSDB) e Inês Paz (PSOL)?
Se todos esperam que a atual campanha possa funcionar como alavanca para a futura eleição municipal, há o risco de uma votação pífia acabar diminuindo as chances até daqueles que pretendem voltar para a Câmara.
O já deputado Marcos Damasio (PL) é mais um na mira dos observadores. Terá de se reeleger para ter chance de pensar na disputa da Prefeitura, caso uma eventual candidatura lhe caia no colo por imposição do partido.
Marco Bertaiolli será outro que concentrará as atenções dos observadores políticos. Mesmo disposto a avançar em sua carreira política com voos mais altos, o deputado federal é também um nome sempre lembrado para retornar à Prefeitura.
Haverá também o olhar sobre os apoiadores. Mesmo com um eleitorado já cativo em Mogi, os dois candidatos de Guararema, Marcio Alvino (federal) e André do Prado (estadual), ambos do PL, estão recebendo o apoio explícito do vereador José Luiz Furtado (PSDB) que, sem dúvida, espera obter dividendos políticos de todo esse empenho.
Há outros nomes merecedores de atenção, mas um dos principais será, sem dúvida, o prefeito Caio Cunha (PODE), responsável direto pela filiação e candidatura de Marcos Furlan a estadual, e que divide seu apoio para federal entre Rodrigo Gambale e Renata Abreu, seus companheiros de partido.
Caio é candidato natural à reeleição e a performance de seus candidatos será uma espécie de termômetro para avaliação de sua popularidade e aceitação de seu governo.
O pleito de domingo será, portanto, duplamente importante. E cada eleitor, com seu voto, definirá o futuro dos candidatos e mostrando quem terá bala na agulha para chegar com chances às eleições municipais de 2024.