Esquecidas estações ferroviárias de Mogi
Ao decidir cobrar o governo estadual, em especial a CPTM, sobre a extensão da linha 11 – Coral, de trens de subúrbio, até o distrito de César de Souza, a Câmara de Mogi voltou a tocar num problema antigo e também esquecido pelas autoridades governamentais, mais preocupadas em dar um pedágio de presente para a […]
24/02/2021 18h02, Atualizado há 65 meses
Ao decidir cobrar o governo estadual, em especial a CPTM, sobre a extensão da linha 11 – Coral, de trens de subúrbio, até o distrito de César de Souza, a Câmara de Mogi voltou a tocar num problema antigo e também esquecido pelas autoridades governamentais, mais preocupadas em dar um pedágio de presente para a cidade. Os vereadores, em conjunto com o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), estão questionando também as reformas – prometidas e até agora ainda não executadas – das estações de Jundiapeba, Braz Cubas, Central e dos Estudantes. São obras que chegaram a ser anunciadas, inclusive com desenhos futuristas mostrando como deveriam ficar depois de concluídas, expostos no site da CPTM. Curiosamente, à medida que o governo foi adiando seus planos, as imagens também desapareceram, como num passe de mágica, da vitrine informatizada da companhia. De concreto, apenas um edital para concessão de três delas: Estudantes, Central e Jundiapeba. Concessões que previam construção, ampliação , exploração comercial , além de manutenção dos terminais. O item “construção” não especifica se estará ligado à reforma, ou a um simples ajuste nas estações para sua exploração comercial pelas empresas vencedoras da disputa, marcada para terminar no dia 4 de março próximo. Atrasos nas prometidas reformas tiveram influência negativa para a cidade, como no caso da Estação Central. Ali, havia sido prevista a construção de um novo prédio, com recuo suficiente para a instalação de uma escada rolante que interligaria a gare da CPTM ao Terminal Central de Ônibus. Nada disso aconteceu, o que afetou também parte da construção da passagem subterrânea do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio. Na Estação de Braz Cubas, apesar do grande movimento de passageiros, não havia instalações sanitárias adequadas e a passarela balançava com a passagem de pedestres. Obras do tipo “quebra-galhos” tentaram minimizar tais problemas. Nada de uma solução definitiva para todos eles. Bom de marketing, o deputado Bertaiolli já marcou uma audiência com o secretário Alexandre Baldy, dos Transportes Metropolitanos, para o dia 4 de março, justamente quando a disputa por três estações deverá terminar. Haverá notícia, sem dúvida. Resta saber se serão definitivas. Como prefeito, Bertaiolli já foi “levado no tapa” pela CPTM no caso da Estação Central. Quem sabe, no dia 4, haja uma explicação correta da CPTM para deixar de fora do edital a Estação de Braz Cubas. E o governo estadual resolva tornar público a negociação com um empresário da cidade que pretende alterar a localização daquela estação para a construção à sua volta de um mega projeto comercial. Tudo até agora no mais absoluto sigilo.
Deputada? “agora não…”
A mais jovem vereadora da Câmara de Mogi, Maria Luiza Fernandes (Solidariedade), garantiu, ontem, a esta coluna que não está nos seus planos uma eventual candidatura a deputada estadual nas eleições do proximo ano, conforme vem sendo comentado nos meios políticos da cidade. “Malu”, que chegou o Legislativo pela primeira vez, afirmou que pretende cumprir o seu primeiro mandato até o final, descartando, portanto, ingressar na futura disputa. “Tenho um compromisso assumido com as pessoas que me elegeram para representá-las na Câmara e, por isso mesmo, pretendo cumprir essa tarefa da melhor maneira possível, sem interromper este atual mandato”, garantiu ela.
Limpando o Ipiranga
Deverão custar R$ 6,221 milhões, as obras e serviços para implantação do sistema de coleta e transportes de esgotos no ribeirão Ipiranga e no bairro Residencial Morumbi, em Mogi das Cruzes. A empresa vencedora da concorrência pública foi a BMC Engenharia e Construção Ltda. As obras deverão ter início nas próximas semanas. A julgar pelo valor a ser pago à empresa, este é o maior e mais importante contrato de obras e serviços firmado durante os primeiros meses da administração do prefeito Caio Cunha (PODE), fora do contexto do projeto + Mogi Ecotietê. O trabalho será importante para ajudar a despoluir o córrego, as nascentes do bairro e, por tabela, também o Tietê.
Lucro da Gerdau
Uma surpresa positiva no balanço dos três últimos meses de 2020 da Gerdau. O grupo teve lucro líquido de R$ 1,057 bilhão, um salto de 939% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira. Em termos ajustados, o lucro ficou em R$ 1,2 bilhão, frente aos R$ 61 milhões de um ano antes. Segundo a imprensa especializada, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 169% ano a ano, para R$ 3,056 bilhões, com margem Ebitda ajustada em 22,4%, de 11,9% um ano antes. A produção de aço bruto, vendido principalmente para o exterior, explica a performance do grupo, que tem uma unidade em Mogi das Cruzes.
Suzano tem vagas
Uma cena pouco comum nos dias de hoje em cidades da região: uma enorme faixa anuncia contratações para um novo centro comercial localizada na Avenida Armando Salles de Oliveira, na região central de Suzano. Muito procurada pelo seu comércio, a cidade vem conquistando novos empreendimentos em plena pandemia