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Folclore político traz novas histórias do ex-presidente Jânio Quadros

Euclydes Porto Campos é daquelas personagens inesquecíveis para quem o conheceu de perto e pôde privar de suas histórias e polêmicas. Apaixonado pela leitura sobre fatos ligados à religião a ao extraordinário, o antigo sindicalista do porto de Santos é capaz de encadear horas e horas de conversas sobre os mais diferentes temas.  Apaixonado pela […]

Por O Diário
11/06/2021 11h19, Atualizado há 62 meses

Euclydes Porto Campos é daquelas personagens inesquecíveis para quem o conheceu de perto e pôde privar de suas histórias e polêmicas. Apaixonado pela leitura sobre fatos ligados à religião a ao extraordinário, o antigo sindicalista do porto de Santos é capaz de encadear horas e horas de conversas sobre os mais diferentes temas. 

Apaixonado pela política, já tomou parte em campanhas eleitorais da cidade apoiando ou até mesmo cuidando de campanhas de amigos mais próximos, como o velho Narciso Yague Guimarães, o vereador que faleceu em razão de um acidente ocorrido durante a construção da Mogi-Bertioga. 

Clidão, como é conhecido, este repórter e outros mogianos foram testemunhas ou partícipes do tombamento da caminhonete que apresentou problemas mecânicos numa íngreme subida na Serra do Mar e desceu, descontrolada, em marcha-ré, capotando e atirando sobre rochas recém-revoltas, os mogianos que ocupavam sua cabine e carroceria. Por muito pouco, a tragédia não teve mais vítimas, já que sobraram feridos graves, como o delegado Sylvio de Almeida, o vereador José Marcos Gonçalves, entre outros.  

Algumas histórias do polêmico Clidão já foram contadas aqui neste espaço. E todas essas lembranças são para dizer que a coluna de hoje volta a contar “causos” do ex-presidente Jânio Quadros, que lhe foram enviados pelo amigo, que faz questão de lembrar que, além de haver sido vereador, prefeito e deputado por São Paulo, antes de chegar à Presidência,  Jânio foi eleito deputado federal pelo Paraná, ao deixar o governo paulista. “Mais tarde, ganhou eleição para prefeito da Capital”, lembra ele. 

As histórias enviadas pelo leitor não têm autores explicitados e, por isso mesmo, vamos atribuí-las ao folclore político nacional.Comecemos pelos recadinhos de Jânio. 

O presidente ficou famoso por suas excêntricas estratégias para governar. Uma das mais curiosas consistia em enviar “bilhetinhos” aos seus funcionários. Foram mais de 1.500 em apenas 206 dias de mandato presidencial. Impertinentes, os recadinhos eram encarados com humor pela Imprensa, provocando irritação naqueles que os recebiam. Um deles, enviado ao diretor do Diário Oficial, era uma verdadeira aula de português:

 “Ao Diário Oficial (diretor) indago: Consta do original (Ministério da Viação, dia 6, página 7, despachos do ministro) um acento grave na palavra maquinaria? Ter presente que o referido vocábulo ao longo do ensinamento dos gramáticos de escola não leva acento nenhum. A pronúncia correta, aliás, é maquinaria. No que concerne à tônica, ela incide sobre o “i” e não sobre o “a”. Quem quiser acentuar o “a” que mude o sexo da palavra: escreva maquinário. Elucido, ainda, que maquinário ou maquinaria indica, e só, conjunto de máquinas. Aliás, maquinário é vocabulário horrível. Usar maquinaria. Ou maquinismo. Maquinário, não!”

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