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Furlan terá de trabalhar para consolidar a manutenção de chapa majoritária

A definição antecipada de uma chapa liderada pelo vereador Marcos Furlan (DEM) para  disputar a Mesa Diretora da Câmara, com o apoio inicial de 17 vereadores,  surpreendeu a todos que acompanhavam à distância a disputa pela sucessão no Legislativo.   Entre essas pessoas estão, inclusive, vereadores que não esperavam tamanha rapidez na definição em favor do […]

Por O Diário
02/12/2021 16h34, Atualizado há 57 meses

A definição antecipada de uma chapa liderada pelo vereador Marcos Furlan (DEM) para  disputar a Mesa Diretora da Câmara, com o apoio inicial de 17 vereadores,  surpreendeu a todos que acompanhavam à distância a disputa pela sucessão no Legislativo.  
Entre essas pessoas estão, inclusive, vereadores que não esperavam tamanha rapidez na definição em favor do democrata que, ao lado de Pedro Komura (PSDB), negociou intensamente, durante os últimos dias, para obter apoio suficiente para garantir sua eleição, a menos que possa ocorrer uma “roída de corda” gigantesca e a maioria abandone o acordo firmado com o vereador que é também o líder do prefeito na Câmara.  
Mas até a manhã desta quinta-feira (2), ainda não havia sinais do possível lançamento de uma chapa de oposição para tentar desarticular o grupo de Furlan. 
Há quem diga que esta reação poderia partir do deputado Marco Bertaiolli (PSD), cuja bancada ficou de fora da Mesa e até da reunião do grupo que se aliou a Furlan. O parlamentar que pode até liderar uma tentativa de “virada de mesa” terá de avaliar corretamente os riscos de uma ação desse tipo, já que se conseguir eleger uma chapa alternativa, terá contra si, na futura campanha para reeleição, os descontentes da chapa de Furlan.
Outra possível fonte de reação poderia ser o vereador Iduigues Martins (PT), que teria recebido a promessa de apoio do prefeito Caio Cunha (PODE) ao seu nome. Aliados de Furlan, no entanto, dizem que o petista não conseguiu “viabilizar sua candidatura” junto aos demais colegas e, por isso, teria ficando de fora. 
Aliás, caso eleita, a futura Mesa Diretora estará bastante alinhada com Caio Cunha (PODE). Além do candidato a presidente, que  é também o líder do prefeito,  há ainda outros aliados de Caio, como o decano Pedro Komura (1º vice) e o vereador Maurino José da Silva (1º secretário), do mesmo partido do prefeito.  Carlos Lucarefski (2º vice) entrou na cota do PV de Romildo Campello, enquanto Mauro Mitsuro Yokoyama, representa o PL na composição. 
Mas na foto da reunião com Furlan estão todos os demais integrantes de bancada liberal, o que subentende o respaldo do partido à escolha.
Com 17 dos 23 vereadores a seu favor, a chapa encabeçada por Furlan está praticamente eleita, a menos que ocorram defecções ao longo do período até a eleição, marcada para o próximo dia 14, ou seja para daqui a 11 dias, tempo que, na política, pode ser uma eternidade.
É certo também que durante esse tempo, tanto Furlan quanto seus aliados e articuladores deverão atuar bastante nos bastidores para buscarem neutralizar eventuais tentativas de se desfazer o acordo firmado cm a participação da  maioria dos vereadores. 
Os próximos dias serão, portanto, de intensas negociações  e os bastidores prometem ferver, como há muito não se via numa eleição de Mesa da Câmara.

 

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