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Jânio Quadros rejeitou água; “Isso é para radiador de carro”

Ao contrário do ex-presidente Lula, que ameaçou expulsar do País um jornalista do New York Times, que abordou, em uma reportagem, sua afinidade com o copo, o também ex-presidente Jânio Quadros nunca se importou ou maltratou os jornalistas que falavam do seu pendor pelas bebidas.  Até porque Jânio nunca escondeu isso de ninguém e costumava […]

Por O Diário
24/04/2022 10h08, Atualizado há 52 meses

Ao contrário do ex-presidente Lula, que ameaçou expulsar do País um jornalista do New York Times, que abordou, em uma reportagem, sua afinidade com o copo, o também ex-presidente Jânio Quadros nunca se importou ou maltratou os jornalistas que falavam do seu pendor pelas bebidas. 
Até porque Jânio nunca escondeu isso de ninguém e costumava tomar sempre uns bons goles durante os compromissos políticos, como aconteceu numa de suas viagens a Mogi, quando almoçou no antigo Terraço Paulo e sorveu algumas caipirinhas devidamente acompanhadas de cervejas.
Certa vez, em campanha para prefeito de São Paulo, aceitou o convite de uma eleitora para almoçar. 
Com a carne assada no ponto, a anfitriã perguntou, gentil:
“O senhor toma  um copo d’água?” 
Ao que Jânio respondeu, de pronto: 
“Água, minha senhora, é para radiador de automóvel…”

Uma rápida promoção
José Maria Alkimin, político mineiro, era conhecido por suas tiradas. 
Foi ele quem, ao encontrar o filho de um antigo cabo eleitoral e receber dele a notícia de que o pai havia morrido, reagiu: 
“Morreu para você, filho ingrato! Está vivo em meu coração!”. 
Outra dele, contada pelo jornalista Claudio Humberto, em seu livro “O Poder Sem Pudor”, de histórias do folclore político.
Ao receber um militar, em audiência: 
“Tenha a bondade, major”, disse Alkimin, mostrando uma cadeira ao visitante. 
 “Não sou major, dr. Alkimin, sou apenas um capitão”, corrigiu o homem. 
O político mineiro, bem a seu modo, não se fez de rogado: 
“Para mim é major, na promoção de minha amizade”.

O ateu e a reza
O ex-presidente Itamar (o mesmo da modelo) nomeou Gustavo Krause, do PFL, para ministro da Fazenda. 
No dia da posse, Krause se encontra com Miguel Arraes, do PSD, no Palácio, e cochicha ao seu ouvido: 
“Vamos precisar de todo apoio  do partido”.
Arraes, um agnóstico, olhou para o interlocutor, deu uma baforada no cachimbo e devolveu:
”Gustavo, o que eu posso fazer é rezar por você…”

Inflação e mulher feia
O mineiro José Maria Alkimin era o ministro da Fazenda do presidente Juscelino Kubitscheck, mineiro como ele. 
Foi quando o ministro condicionou sua presença num programa de entrevistas, n

a tevê, à ausência de perguntas  sobre inflação. 
E explicou: 
“Inflação é como feiúra de mulher. Quanto mais se comenta, mais cresce”. (Histórias contadas  pelo jornalista Claudio Humberto) 
 

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