Maioria dos deputados da região deve se manter nos atuais partidos
No momento em que se abre a esperada janela partidária a todos aqueles que desejarem trocar de partido para concorrer às eleições de outubro próximo, as expectativas se voltam para os deputados da região. Afinal, eles irão aproveitar o prazo que se estende até o dia 3 de abril para mudar as respectivas legendas, ou […]
04/03/2022 07h07, Atualizado há 54 meses
No momento em que se abre a esperada janela partidária a todos aqueles que desejarem trocar de partido para concorrer às eleições de outubro próximo, as expectativas se voltam para os deputados da região. Afinal, eles irão aproveitar o prazo que se estende até o dia 3 de abril para mudar as respectivas legendas, ou buscarão as respectivas reeleições nos seus atuais partidos?
A princípio, pode-se dizer, com certo grau de segurança, que a maioria deve continuar onde está. Ou seja: não deverão se aventurar em novas agremiações partidárias , num momento em que as coligações estão proibidas e as fusões e federações partidárias parecem cada vez mais complicadas de acontecer.
Senão vejamos. O deputado federal Marco Bertaiolli disse, ontem cedo, a esta coluna, que não pretende se afastar do PSD, sua atual legenda, mesmo não tendo ainda definido um candidato a presidente da República. A dúvida persiste entre Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que ainda está filiado ao PSDB.
Também não devem mudar de legenda os deputados federais Marcio Alvino e Katia Sastre, ambos do PL, o partido que mais deverá crescer nesta eleição, pelo fato de contar em seus quadros com o candidato à reeleição, presidente Jair Bolsonaro.
Outro federal, Roberto de Lucena, vinha sendo alvo de comentários de que poderia deixar o Podemos. Ontem pela manhã, por meio de sua assessoria, o parlamentar assegurou à coluna que ficará no partido.
Quem deve se candidatar a deputada federal pela primeira vez, a vice-prefeita Priscila Yamagami, irá debutar pelas mãos da senadora Renata Abreu, presidente de seu partido, o Podemos. Portanto, sem mudanças à vista.
Já o deputado estadual, Rodrigo Gambale, eleito pelo PSL, e que pretendia se filiar ao Podemos para se candidatar a deputado federal, ainda não se decidiu. Prometeu à coluna uma resposta para a próxima segunda-feira, quando decidirá se fica no União Brasil (resultado da junção do PSL com o DEM), ou parte para outra agremiação.
Outro sobre o qual incidiam rumores de troca de partido, o deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira, pode acabar ficando mesmo no União Brasil, depois de um encontro com o seu candidato a governador, Rodrigo Garcia (PSDB), que o aconselhou a permanecer no grupo que irá apoiá-lo em outubro. Estevam, no entanto, vinha sendo paquerado pelo PSD de Kassab e Bertaiolli, assim como pelo Republicanos.
O deputado André do Prado é outro que nem pensa em deixar o PL, partido pelo qual conseguiu chegar à vice-presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e deverá disputar a reeleição em outubro.Outro político da cidade que aparece como virtual candidato a deputado estadual, Rodrigo Valverde, é um dos antigos integrantes do PT em Mogi e vai disputar a eleição pelo partido.
Gondim Teixeira, que era interrogação, não é mais. Sai candidato a estadual (veja matéria).